Lição 06: Por que a interpretação é necessária?

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Segundo Trimestre de 2020

Tema geral do trimestre: Como interpretar as Escrituras

Lição 06: Por que a interpretação é necessária?

Semana: 2 a 8 de maio

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular, sênior, no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário complementa o estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone: (55) 3332.4868 WhatsApp : (55)98458.2172

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

Verso para memorizar: “De fato, sem fé é impossível agradar a DEUS, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de DEUS creia que Ele existe e que Se torna galardoador dos que O buscam” (Heb. 11:6).

Introdução de sábado à tarde

 A leitura proveitosa é a que nos esforçamos para interpretar o texto, isto é, para entendê-lo. E deverá ser uma intepretação correta, conforme quis dizer o Autor, não conforme eu quero que seja ou conforme eu ache mais adequado, segundo os meus interesses. Em qualquer interpretação o Autor deve ser respeitado. Na interpretação de um texto analisamos estritamente o que está escrito no texto, compreendendo, de forma objetiva, as frases e ideias presentes. Aquilo que se conclui sobre o texto. Sempre deve-se respeitar o autor, seja qual for o texto. O autor queria dizer isso, então não podemos interpretar de modo diferente. No caso da Bíblia, se o Autor disse para guardarmos o sábado, por exemplo, então não podemos de modo algum guardar outro dia em lugar do sábado.

Portanto, há que haver supremo respeito em relação ao texto da Bíblia, pois, por um lado o Autor descobre se fizermos algo errado na intepretação; por outro lado, Ele tomará, um dia desses, providências contra quem interpretou errado e principalmente contra quem ensinou errado sabendo do erro. Por essas via se está fazendo um favor a satanás, trabalhando contra DEUS.

Vamos a um exemplo simples. Em Mateus 5:17-19 JESUS falava sobre a Sua relação com os mandamentos. Ele disse assim: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o Céu e a Terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra. Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos Céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos Céus” (Mateus 5:17-19). Mas o que dizem os mal intencionados? Dizem assim: Ele já cumpriu os mandamentos, logo, nós não precisamos mais cumpri-los. Além disso, pregam que o sábado foi revogado. Porém, é só ler os dois versos seguintes para tirar essa má interpretação e destruir a afirmação sobre a mudança do dia de guarda. Leia outra vez. O que achou, difícil ou fácil de compreender? Esses aí pagarão bem caro pelo estrago que cometem entre as pessoas, que se seguirem essas orientações, se perdem da vida eterna. As pessoas bem que poderiam, elas mesmas, ler com cuidado essa parte, e não seria assim tão facilmente enganadas. Todos os seres humanos letrados têm essa responsabilidade, a de examinar por si mesmos.

Nesta semana estudaremos sobre diferentes situações de interpretação do texto bíblico e os cuidados que devemos tomar.

  1. Primeiro dia: Pressuposições

É triste, quase desanimador o que aconteceu nos tempos de JESUS. O povo era instruído pelos doutores da lei, todos eles fortemente vinculados ao Sinédrio, que tinha 71 membros. A turma do Sinédrio e seus amigos eram coligados ao Império Romano. Era o tempo da “Paz Romana”, e essa turma devia fazer de tudo para que o povo não se rebelasse. Eles se tornaram capachos de Roma, isto é, judeus trabalhando para Roma, a fim de impedir que se levantasse alguma pessoa para organizar uma revolta contra o Império Romano.

Dessa posição surgiu entre os judeus uma oposição à turma do Sinédrio. Esses queriam a todo custo libertar-se do Império Romano, pois pagavam pesados impostos, eram explorados pelos soldados e ainda tinham que ficar calados pois eram vigiados pelo Sinédrio. O povo participava dessas ideias, as classes mais baixas estavam sob opressão e aspiravam por libertação. Quando começaram a disseminar sobre a vinda do Messias, logo o viram como o tão ansiado libertador. E o Sinédrio logo O via como um inimigo de suas regalias romanas.

JESUS, ao Se manifestar, explicou fartamente que veio para morrer por eles, e que ressuscitaria ao terceiro dia, mas não conseguiram entender por causa das pressuposições, ou por causa da expectativa. Era enorme a expectativa da vinda de um libertador da opressão romana, e JESUS, visto como um homem popular, poderoso em fazer milagres, tinha o perfil desse libertador. Houve um momento em que Seus discípulos estavam por pegar a JESUS e fazê-Lo tomar posse, e desencadear a revolução contra Roma – veja em Mateus 14:13 a 23. Naquela multiplicação dos pães, os discípulos queriam colocar em prática o plano de desencadear a revolta. Então JESUS, sabendo disso, despediu a multidão, mandou os discípulos para o outro lado do lago e Ele foi imediatamente orar no alto do monte.

A tal ponto era grande a expectativa, ou a pressuposição de que JESUS era o Messias libertador do Império Romano que não entenderam quando Ele explicava que veio para morrer, não para ser um imperador dos Judeus. E ficaram tão decepcionados com JESUS ao ser morto que perderam a esperança em tudo, ou seja, foi-se o libertador como imaginavam. Nem mesmo foram domingo pela manhã à sepultura ver a Sua ressurreição, coisa que poderiam ter assistido. Aliás, duvidaram até mesmo dos primeiros relatos da ressurreição. Mas como poderiam duvidar disso se Ele mesmo havia dito?

Estamos saindo (?) de uma pandemia do covid 19. Mudaram os comportamentos das pessoas durante a pandemia. Tiveram que ficar em casa. A grande preocupação no mundo inteiro era sobre manter a economia funcionando, manter os lucros altos e consumir muito. Repentinamente essa deixou de ser a preocupação, passou a ser sobreviver à pandemia. A pandemia de baixa letalidade matou muita gente em alta velocidade, a ponto de colapsar os sistemas de saúde dos países. Agora, nós adventistas, temos a grande oportunidade de pregar a verdade pois os corações de muitos se abriram para uma nova visão sobre todas as coisas. Principalmente temos a oportunidade de falar sobre a reforma da saúde, que nós, em geral, não estamos fazendo. Não estávamos preparados para essa pandemia, e talvez não estejamos preparados para o dia do decreto dominical.

  • Segunda: Tradução e interpretação

O DEUS que inspirou os escritores também cuidou em capacitar os tradutores. Por exemplo, ela foi escrita em línguas que hoje já não se usam mais: hebraico, aramaico e grego antigo. Essas línguas mudaram muito ao longo do tempo que, a não ser as pessoas que se especializaram nelas, outros não conseguem ler. Além disso, no tempo em que os livros da Bíblia foram escritos, não havia ainda pontuação nem se formavam frases e parágrafos. A escrita era contínua, portanto, bem mais difícil de se ler. E mais uma coisa, não existiam naquele tempo apenas essas três línguas, existiam centenas de outras línguas e dialetos.

Assim sendo, tornou-se necessário que a Bíblia fosse traduzida para as outras línguas e atualizada às mudanças das línguas. Para tanto, apareceram os tradutores. A tarefa de tradução é de uma responsabilidade enorme. O tradutor não tem o direito de modificar o pensamento do escritor. Ao algum texto ser traduzido, não se pode criar outro texto diferente. Na língua para onde a Bíblia foi traduzida deve-se poder ler e entender, ou interpretar conforme o original. Essa é a responsabilidade dos tradutores.

Para se manter a fidelidade das traduções desenvolveu-se a hermenêutica. Hermenêutica é uma palavra com origem grega e significa a arte ou técnica de interpretar e explicar um texto ou discurso. O seu sentido original estava relacionado com a Bíblia, sendo que neste caso consistia na compreensão das Escrituras, para compreender o sentido das palavras de DEUS. Hermenêutica também está presente na filosofia e na área jurídica, cada uma com seu significado. Etimologicamente, a palavra está relacionada com o deus grego Hermes, que era um dos deuses da oratória. Existem muitos textos na Bíblia difíceis de compreender, por isso a hermenêutica faz-se essencial para as pessoas que não têm muito conhecimento das palavras e dos símbolos. Com conhecimento de hermenêutica, o tradutor adota métodos e cuidados especiais para, ao traduzir, como ele vai ter que também interpretar, criar um novo texto, na nova língua, que represente a mesma ideia do original. Isso é bem difícil, portanto a necessidade de cuidados especiais, chamados hermenêutica.

A hermenêutica é considerada por muitos como um sinônimo da exegese, pois também consiste na arte ou técnica de interpretar e explicar um texto. Na realidade, a principal diferença entre a exegese e a hermenêutica são as regras e técnicas específicas que cada sistema de interpretação possui.

Paralelo a essas duas palavras, temos também a homilética, que é considerada a arte de pregar, ou seja, utilizar os princípios da retórica com a finalidade específica de falar sobre o conteúdo da bíblia sagrada cristã. É o que hoje chamamos oratória. Etimologicamente, homilética se originou a partir do grego homiletikos, que por sua vez derivou de homilos, que significa “multidão” ou “assembleia do povo”. Este termo acabou por originar a palavra homilia, que quer dizer “discurso com a finalidade de agradar”. E aí está um grande problema: sermões feitos mais para agradar do que para ensinar algum conhecimento proveitoso. As multidões hoje querem ser agradadas, não transformadas.

No século XVII, o cristianismo se aproveitou das características básicas da retórica criada pelos gregos e levou para a igreja, dando o nome de homilética. Os estudos da homilética são acompanhados pelos teólogos, que aprendem a preparar e apresentar os sermões e pregações bíblicas de maneira mais eficaz e interessante para cativar o público e ensinar conforme a ideia do texto bíblico, não conforme a sua ideia.

  • Terça: A Bíblia e a cultura

As diferentes culturas surgiram ao natural por causa do pecado. Em razão dele, ao longo dos anos, a população foi se dividindo em línguas diferentes no episódio da Torre de Babel, países, povos e ideologias, etc. E também assim surgiram as diferentes culturas. DEUS não criou a humanidade para que fosse dividida em diferentes culturas, nações e línguas, mas que fosse um povo só, unido, todos se amando uns aos outros. Repetimos, foi o pecado que trouxe as divisões entre nós, e que resultou em guerras e rumores de guerras. Hoje temos a competição, o comércio especializado em cada país, a produção setorizada, a produção de alimentos com alta tecnologia. Parece tudo normal, mas está tudo anormal. Parece normal porque estamos inseridos nisso como peixe na água. Mas devemos prestar atenção, e com base na Bíblia, não nos acostumarmos e pensar que assim como está acontecendo é o correto. No caso do estudo de hoje, aqui na Terra não existe uma cultura aprovável por DEUS. Embora DEUS nos tenha feito em um casal, o que indica que a humanidade deveria ser uma harmonia, unidade, não inúmeros grupos diferentes e antagônicos entre si.

Nós adventistas deveríamos desenvolver uma cultura própria, aproximada ao que a Bíblia ensina, que nos prepare para a cultura celeste. Por exemplo, quanto a alimentação, deveríamos hoje ser expoentes, exemplos ao mundo. Só a turma, pequena, de Loma Linda está dando um bom exemplo de vida saudável. Nós deveríamos nos vacinar, pela Bíblia, contra as influências das culturas desse mundo. Não somos desse mundo, somos de outro reino, assim como o reino de JESUS não era desse mundo.

Deveríamos ser modestos no vestuário, ser os melhores profissionais em qualquer profissão, ser os melhores estudantes, ter uma música diferente das do mundo que seja linda como orienta EGW, ser honestos em tudo, ter bom relacionamento na igreja, na família e na sociedade, ser respeitados na sociedade como pessoas exemplares, confiáveis e competentes. Os judeus são exemplo, até hoje, quanto a competência e capacidade tecnológica. Nós deveríamos ter uma cultura de pessoas saudáveis e obedientes a DEUS em tudo.

Já estudamos na lição do dia 21 de abril, como a cultura influencia a interpretação da Bíblia. Uma coisa é a realidade que está acontecendo. Nós, povo de DEUS, estamos sendo mais influenciados pela cultura do que pela Bíblia.

  • Quarta: Nossa natureza pecaminosa e caída

O pecado nos leva a cometer enganos. A nossa mente erra a todo momento. Com o passar do tempo, século após século, nosso organismo foi se debilitando e o nosso cérebro trabalhando cada vez com menor capacidade de raciocínio correto. Isso nos levou a cometermos erros, muitas vezes até bem bobos, e que podem resultar em consequências desastrosas.

Vamos a alguns exemplos de como nos enganamos e as consequências. São fatos do dia a dia.

  • Numa cirurgia de estômago os médicos esqueceram dentro do ventre uma tesoura cirúrgica que mais tarde tiveram que retirar, pois estava criando problemas cada vez mais graves.
  • Um amigo meu resolveu melhorar a cor de seu gramado. Comprou ureia e perguntou quanto aplicar. O vendedor deu as medidas por litro de água e ele seguiu. Pouco tempo depois, a grama morreu toda, secou completamente. Ele voltou à loja e constataram que o vendedor havia se enganado na dose, dez vezes mais forte que o recomendado.
  • Um motorista vinha com sua família de viagem voltado para casa das férias. Numa curva enganou-se com a velocidade, entrando bem acima do recomendado, mas ele achava que dava assim. Perdeu o comando do automóvel, saiu da pista e caiu numa ribanceira. Morreram todos.
  • Dois amigos que recém se conheceram resolveram se comunicar pelo WhatsApp. Um deles pegou o endereço do outro, que se enganou numa letra. Nunca mais se comunicaram, nem no Facebook, porque não tinha o nome certo.
  • Muitos são os que pensam que um pouco de bebida alcoólica não lhes deixa incapacitados para dirigir, até que causam um acidente.

A lista de enganos, muitas vezes bem insignificantes, mas às vezes de consequências trágicas, é infinita. Estamos aqui falando de enganos involuntários, mas existem também os erros que não são enganos, porque são tendenciosos, envolvem interesses obscuros. Então tente-se imaginar o quanto nossa fraca capacidade de raciocínio aliado com nossos interesses pessoais ou do grupo ao qual pertencemos, pode levar a enganos e erros na interpretação da Bíblia. Essa é uma das principais razões porque existem tantas igrejas, milhares, baseadas na mesma Bíblia. Dias atrás assisti a um debate sobre a santificação do sábado ou do domingo. Os dois debatedores estavam bem preparados para defender um e outro dia, mas o que defendia o sábado era bem mais convincente. Fiquei impressionado, mesmo assim, como os que defendem o erro se preparam com argumentos que, aos leigos, são suficientemente convincentes.

Ao estudarmos a nossa Bíblia não devemos querer ensinar a DEUS a ser DEUS. Devemos aprender Dele humildemente, como se fôssemos um vaso vazio a ser preenchido com o que DEUS deseja colocar lá dentro. O conteúdo a ser colocado no vaso está na Bíblia, mas não de modo destorcido ou errado.

“Satanás operará de maneira sutilíssima para introduzir invenções humanas revestidas de roupagens angélicas. Mas a luz da Palavra está a resplandecer por entre a escuridão moral; e a Bíblia nunca será suplantada por manifestações miraculosas. A verdade precisa ser estudada, precisa ser pesquisada como tesouros escondidos. Não serão dadas maravilhosas iluminações à parte da Palavra, ou para tomar o lugar dela. Apegai-vos à Palavra, recebei o enxerto da Palavra, que torna os homens sábios para salvação. Este é o sentido das palavras de Cristo quanto a comer Sua carne e beber Seu sangue. E Ele diz: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam, a Ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” João 17:3” (Mensagens Escolhidas v2, 48).

  • Quinta: Por que a interpretação é importante?

Vamos a um aspecto da realidade de nossos dias, que afeta poderosamente como interpretamos a Bíblia. Estamos agora falando da ideologia esquerdista. Existem muitos membros em nossa igreja que militam em partidos de esquerda, inclusive pastores. Tempos atrás até saiu um panfleto onde aparecia nome e foto de pastores apoiando um candidato de esquerda, isso que nós devemos ser apartidários e esses apoiadores sabem disso. Portanto são rebeldes, mas continuam na liderança da igreja.

O esquerdismo tem algumas crenças incompatíveis com nossa fé. Só para citar algumas: ideologia de gênero e querem ensinar essa ideologia nas escolas primárias; defesa do casamento gay; ateísmo; são contra a Bíblia; são abortistas; contra DEUS; defesa do evolucionismo e contra o criacionismo; perseguição dos cristãos, usam muito a mentira, protegem os criminosos, querem liberar o uso de drogas como a maconha, e assim por diante. Pois bem, como essas pessoas interpretam a Bíblia? Segundo a sua ideologia! Como vivem? Idem. Como ensinam? Idem. Como existem pessoas assim na igreja! Isto é o inimigo entre nós! E eles colocam as suas mãos sujas na Bíblia. É por esse motivo, e alguns outros, que ainda não temos o abundante derramamento do ESPÍRITO SANTO. Tem que vir a sacudidura, ou a conversão dessas pessoas.

Nós, Adventistas do Sétimo Dia, devemos nos unir. Ainda não estamos unidos. Profeticamente nos uniremos, isto é, nos tornaremos numa igreja triunfante após o decreto dominical, ou seja, após a sacudidura. Parece incrível, mas DEUS, de tão capaz e inteligente que é, vai usar uma ação do próprio demônio para purificar a Sua igreja: o decreto dominical. Com esse decreto muitos de pouca fé não suportarão e sairão para Babilônia, assim como muitos, a maioria, dos judeus queria retornar ao Egito e acabaram morrendo no deserto. Isso quando já podiam avistar a terra prometida. Está sendo hoje da mesma maneira. Muitos de nós estão apegados ao mundo e não conseguem largar. E é essa turma que serão os nossos maiores inimigos. Pois bem, como essa gente interpreta a Bíblia? Levianamente, conforme os seus desejos e gostos, e assim também ensinam. É óbvio que DEUS não pode abençoar uma igreja assim. São interpretações tendenciosas, partidárias.

Vamos a um exemplo prático. Como na nossa igreja se entende o ESPÍRITO SANTO? Oficialmente Ele é DEUS, como o Pai e como o Filho. E isso é bíblico. Mas muitos entre nós, inclusive pastores, entendem e defendem que Ele não é DEUS e que não existe Trindade. Eles dizem: como pode DEUS ser três? Então seriam três deuses. Mas se são dois os seres da divindade, não seria o mesmo argumento? Como pode DEUS ser dois? Ora, essa é uma interpretação tendenciosa, afetada por interesses pessoais e por preconceito e outros pressupostos errados. O perigo de uma interpretação assim é que essas pessoas bem logo se afastam da igreja porque rejeitam a voz do ESPÍRITO SANTO e isso é o tal pecado contra o ESPÍRITO SANTO. Que interpretação perigosa!

E quanto à salvação, um dos temas simples e fáceis de entender? Qualquer pessoa, sem auxílio de outra, lendo, bem logo entende que somos salvos por JESUS CRISTO, pela graça, com perdão dos pecados, e assim por diante. Nesse assunto não existem símbolos, os textos são claros e diretos. Mesmo assim, há igrejas que falam no arrebatamento secreto; no uma vez salvo, salvo para sempre; no batismo de crianças, se não está perdida caso morra; na salvação pelas obras e pelos méritos pessoais; na confissão auricular a sacerdotes humanos, e assim vai. Tudo bem que haja pessoas ensinando tais coisas erradas, mas o que assusta é: como são tantas as pessoas, mais de 2,5 bilhões, que acredita nisso e não investigam na Bíblia. Com que interesse essas tantas pessoas leem e interpretam as suas Bíblias? Por que, tendo Bíblias em casa, são iludidas a tal ponto que acreditam em explicações pelas quais se perderão para sempre?

Enfim, mais uma pergunta que não quer se calar: por que a maioria, a maciça maioria dos cristãos anda enganada com a Bíblia em casa, e muitas delas lendo-a todos os dias?

A interpretação da Bíblia é importante para que entendamos a simplicidade da mensagem bíblica e nos salvemos.

  • Resumo e aplicação – Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  • Tema transversal

Devemos procurar impedir que nossos preconceitos, costumes, estilo de vida, gostos, cultura, conhecimentos etc., atrapalhe a intepretação correta da Bíblia. Temos contra nós satanás que tem altos interesses que, principalmente os membros da IASD não consigam entender nem viver conforme preceitua a Bíblia. O que o grande enganador mais deseja é enganar o povo de DEUS. Foi o que ele fez com os israelitas diante da terra santa, quando Balaão orientou que os jovens israelitas fossem convidados para festas pagãs. Conhecemos a história, portanto, hoje, sejamos cuidadosos com o mundanismo, em lugar do antigo paganismo.

  • Aplicação contextual e problematização

É como se cuidar para não pegar corona vírus. As ciladas de satanás estão por toda a parte e existem de todos os tipos. Cada dia tem novidade para enganar todo mundo, especialmente o povo de DEUS. Não tenhamos o nosso contexto como algo normal. Há perigos aos milhares; se não estivermos com DEUS, em alguns deles cairemos, isso é certo.

  • Informe profético de fatos recentes

Pandemia

Essa pandemia está demonstrando que todos somos semelhantes independentemente de riqueza, pobreza, títulos, propriedades, feiura, beleza, preto, branco, amarelo, – enfim, o vírus nos mostrou o quanto a nossa casa é um lugar sagrado e nos colocou em nosso verdadeiro lugar: somos todos irmãos. Leia esse artigo bem interessante aqui, não é tão extenso.

O mundo não voltará ao que era antes do surto de Corona vírus

Um vírus microscópico abalou o mundo inteiro. Pode até mudar seus mapas, geografia e centros de poder, passando de um país para outro em um piscar de olhos. Alguns países podem entrar em colapso e outros serão criados, enquanto impérios desaparecem e outros emergem. Ainda estamos vivendo na ordem mundial que foi imposta após a Segunda Guerra Mundial. O ataque japonês contra os EUA em Pearl Harbor levou a um ganho para a América, ao entrar na guerra e liderar o mundo em tempos de paz.

A terceira guerra mundial está agora contra o corona vírus, e a China é o poder que as nações do mundo estão procurando para protegê-los do perigo que ameaça a humanidade e a destruição de suas economias. O mundo não está apenas olhando para ver como a China superou a pandemia, mas também para obter ajuda na pandemia econômica, que sofreu um colapso no mercado monetário, nas bolsas de valores globais e nos preços do petróleo. Enfrentamos uma recessão global e devastação semelhante à do pós-guerra, e a China é vista como a salvadora. Como pode ser isso, considerando que a pandemia começou na província chinesa de Wuhan?

A China conseguiu conter o vírus com níveis de esforço, organização, comprometimento e rigor que os EUA e a Europa não conseguiram igualar. E anunciou que está prestes a eliminar o vírus após um declínio maciço de infecções e mortes. As autoridades chinesas também alegam que um medicamento desenvolvido no Japão sem o monopólio dos EUA é a arma mais poderosa contra o Covid-19. O favipiravir aparentemente foi eficaz no tratamento de pacientes na China.

Assim, Pequim fortaleceu sua posição global, ameaçando o domínio dos EUA, já que Washington ainda procura uma vacina eficaz que possa vender ao mundo. Os Estados Unidos não querem que o tapete médico seja puxado debaixo de seus pés; portanto, a pandemia é o maior desafio à hegemonia global dos EUA em décadas. O presidente Donald Trump quer tanto monopolizar a pesquisa de vacinas que ele teria oferecido bilhões de dólares à empresa de pesquisa médica alemã CureVac para se mudar para os EUA. Isso foi escandaloso e irritou a UE. O ministro da Saúde da Alemanha, Jens Spahn, insistiu que a aquisição do CureVac pelo governo Trump estava “fora da mesa” e que a empresa desenvolveria uma vacina para tratar o mundo inteiro, não países isolados.

Leia toda a matéria aqui. É importante ter esse conhecimento.

Líderes despóticos são ainda mais mortais que o Corona vírus

Leia esse importantíssimo artigo. Trata de como se dá visibilidade a algo que se quer que seja visto, e como se escondem fatos, bem mais malévolos. É o caso das mortes geradas pelas guerras dos EUA, da Síria, etc. Pode ler aqui.

  • Comentário de Ellen G. White

“Antes e por ocasião do primeiro advento de Cristo, mestres religiosos expuseram ideias estranhas que se achavam tão mescladas com partes da verdade, que estavam cheias de poder enganador e desviavam pessoas de Deus, embora preservassem ainda a aparência de serem Seus verdadeiros adoradores. Deparamos com uma condição análoga da sociedade nestes últimos dias, e os que se afastam da fé misturam com sua crença uma diversidade de opiniões humanas. A Bíblia é submetida à crítica. É porque as Escrituras são incoerentes e contraditórias que os ministros diferem tão amplamente em sua interpretação? – Não; a dificuldade é que os homens estão procedendo hoje como procederam no tempo de Cristo, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens. Mestres religiosos encontram-se na mesma condição que os fariseus, a respeito dos quais Ele disse: “Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus.” Mat. 22:29. Os próprios homens a quem foram proferidas essas palavras eram tidos na conta de ensinadores e intérpretes das Escrituras para o povo” (Este Dia Com DEUS, MM 1980, 162).

  • Conclusão

“É necessário que toda família faça da Bíblia seu Livro de estudo. Os dizeres de Cristo são ouro puro, isento de toda partícula de escória, a não ser que os homens, com seu entendimento humano, procurem colocá-la ali e fazer com que a mentira pareça ser uma parte da verdade. Aos que receberam a falsa interpretação da Palavra, quando examinam as Escrituras com o decidido esforço de obter a própria essência da verdade nelas contida, o Espírito Santo abre os olhos de seu entendimento, e as verdades da Palavra lhes são como uma nova revelação. Seu coração é vivificado para uma nova e viva fé, e veem maravilhas na lei de Deus. Os ensinos de Cristo têm para muitos uma amplitude e profundidade que nunca antes haviam compreendido” (Fundamentos da Educação Cristã, 368).

Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p (Apoc. 15, 16) Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp Armagedom Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico        

Estudado e escrito entre   21 e 28/3/2020

Revisado por Jair Bezerra

jrbezerra10@gmail.com

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

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