Lição 09: A criação: Gênesis como fundamento (parte2)

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Segundo Trimestre de 2020

Tema geral do trimestre: Como interpretar as Escrituras

Lição 09: A criação: Gênesis como fundamento (parte 2)

Semana: 23 a 29 de maio

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular, sênior, no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário complementa o estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone: (55) 3332.4868 WhatsApp : (55)98458.2172

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

Verso para memorizar:Os Céus proclamam a glória de DEUS, e o firmamento anuncia as obras das Suas mãos” (Sal. 19:1).

Introdução de sábado à tarde

 Grandes cientistas do passado, e ainda nos dias de hoje, são iluminados (não inspirados) pela Bíblia. Aqueles cientistas dos séculos XVII e XVIII merecem mais reconhecimento que os de hoje, pois eles lançaram os fundamentos da ciência moderna. Hoje os cientistas trabalham em cima daqueles fundamentos, assim é mais fácil fazer ciência. Por exemplo, a eletricidade. Descobrir a eletricidade e aprender como ela funciona foi bem difícil. Isso foi o que fez Benjamin Franklin. Hoje, inventar um novo motor elétrico bem pequeno para movimentar um minúsculo HD de computador é mais fácil. Ou então, inventar o menor motor elétrico do mundo, que tem um diâmetro de um bilionésimo de metro, que veja aqui é mais fácil que entender o funcionamento da eletricidade. Cientistas como Alessandro Volta, André-Marie Ampère‎, Georg Simon Ohm, Nicola Tesla, Thomas Edison trabalharam em cima da descoberta de Franklin e criaram grandes soluções. Muitas coisas úteis foram inventadas com o que esse cientista descobriu. Então devemos admirar aqueles primeiros cientistas que praticamente inventaram a ciência moderna, que hoje nos serve tão bem. Aqueles cientistas, a maioria, homens e mulheres liam a Bíblia e confiavam no relato da criação.

Depois veio Charles Robert Darwin, naturalista, nascido no dia 12 de fevereiro de 1809, na Inglaterra. Ele escreveu o livro ‘A origem das espécies’, lançando as bases do Evolucionismo, em contraponto ao criacionismo.

O Evolucionismo baseia-se na ocorrência do Big Bang, uma enorme explosão cósmica que teria ocorrido há mais de 13 bilhões de anos. A vida teria se formado ao acaso há 4 bilhões de anos.

É bem oportuno agora distinguir o Criacionismo do Evolucionismo. O Criacionismo baseia-se no relato bíblico, aquele mesmo relato que foi capaz de prever o futuro da história com exatidão 100%, pelas profecias. O Big Bang e o Evolucionismo são teorias não comprovadas e impossíveis de serem comprovadas, e vem de fértil mente humana. Aí estão as credenciais de uma possibilidade e da outra possibilidade. Atenção, uma teoria é apenas algo em forma de hipótese, não foi comprovado pelo método científico. Portanto, assim sendo, nem o Big Bang e nem o Evolucionismo são confiáveis, os próprios cientistas os chamam de teoria, ou seja, uma ideia em estudo.

Nesta semana estudaremos sobre o criacionismo, mais profundamente. É importante esse estudo nos dias que antecedem o desfecho da longa guerra entre o bem e o mal. Precisamos estar afiados para defender a verdade quando isso nos for requerido. Portanto, bons estudos. “Pela palavra do Senhor foram feitos os céus; e todo o exército deles, pelo espírito da Sua boca” (Sal. 33:6).

“As advertências da Palavra de Deus com respeito aos perigos que rodeiam a igreja cristã pertencem a nós hoje. Como nos dias dos apóstolos os homens procuravam destruir a fé nas Escrituras pelas tradições e filosofias, assim hoje, pelos aprazíveis sentimentos da “alta crítica”, evolução, espiritismo, teosofia e panteísmo, o inimigo da justiça está procurando levar as almas para caminhos proibidos. Para muitos a Bíblia é uma lâmpada sem óleo, porque voltaram a mente para canais de crenças especulativas que produzem má compreensão e confusão. A obra da “alta crítica”, em dissecar, conjeturar, reconstruir está destruindo a fé na Bíblia como uma revelação divina. Está roubando a Palavra de Deus em seu poder de controlar, erguer e inspirar vidas humanas. Pelo espiritismo, multidões são ensinadas a crer que o desejo é a mais alta lei, que licenciosidade é liberdade, e que o homem deve prestar contas apenas a si mesmo” (Atos dos Apóstolos, págs. 473, 474).

  1. Primeiro dia: Uma Terra plana

Em Jó 26:7, livro escrito por Moisés, diz que a Terra está suspensa no nada, ou seja, ela está pairando no espaço. Esse livro foi escrito uns 1.400 anos, ou mais, antes de CRISTO, mas isso foi dito por Jó, há mais de 2.000 anos antes de CRISTO. Isaías 40:22 diz que a Terra é uma esfera, ele escreveu esse livro uns 700 anos antes de CRISTO. Pitágoras, 600 anos antes de CRISTO, também afirmava que a Terra era redonda, embora a maioria dos filósofos cresse ser ela plana.

Ora, é bem fácil ver como é o formato de algum astro. É só olhar para a lua, ela aparece sempre redonda, principalmente na lua cheia. E se olharmos para uma eclipse onde a Terra fica entre a Lua e o Sol, veremos a imagem da terra na face do Sol, uma curvatura, e foi Aristóteles que primeiro percebeu isso. Aristóteles, professor de Alexandre o Grande, a uns 300 anos antes de CRISTO, disse: “novamente, nossas observações das estrelas tornam evidente que não só a Terra é circular, como também se trata de um círculo não muito grande.” Também há Eratóstenes (276 a.C.-194 a.C.), considerado o pai da matemática geográfica, para quem o astro em que habitamos era um globo. O grego também já escrevia sobre polos, paralelos, meridianos, entre outros conceitos presentes na Geografia contemporânea, ademais, calculou a circunferência da Terra, obtendo resultados próximos à atual medida. O geógrafo, também grego, Estrabão (63 a.C.-24 a.C.), estava tão convencido da noção da Terra como globo que disse que um navegador poderia chegar perto da atual Índia partindo da Espanha e indo para oeste em apenas uma semana.

Também o matemático e astrônomo grego Ptolomeu, que, com base nas ideias de seu conterrâneo Pitágoras, redigiu a obra Geographia no século 2 — um atlas do qual Colombo tinha uma cópia. A realidade é que, segundo os historiadores, desde o século 3 a.C. (salvo por algumas pouquíssimas exceções) ninguém na história da civilização ocidental que tenha recebido um mínimo de educação acreditava que a Terra fosse plana, e existem incontáveis registros produzidos na Idade Média por artistas, poetas, teólogos, cientistas, clérigos… enfim, milhares de exemplos que comprovam que o planeta era aceito como esférico.

Há 500 anos, a expedição de Fernão de Magalhães, colocada à prova por tormentas, fome, sede e sublevações, completava a primeira circumnavegação da história e abria rotas comerciais que são utilizadas até hoje. Ele saiu com cinco barcos e 250 homens, retornaram 18 homens, os demais, inclusive Fernão, morreram. Mas navegaram ao redor da Terra e provaram que ela é redonda. Em 1988 Amyr Klink circumnavegou a Terra em 88 dias, bordejando o polo sul, com 26 mil km. Logo, se no Equador a Terra tem 40 mil km, perto do polo sul, se fosse redonda como um disco, teria que ter bem mais distância. E o GPS se baseia na Terra esférica, assim como o Google Eart. O ministro e astronauta brasileiro Marcos Pontes viu a Terra de Longe, ele sabe que ela é uma esfera, não um disco. Mas os terraplanistas acham que tudo o que a ciência diz, mesmo as fotos, são manipulações, e sempre falam em nome da Bíblia. Isso é muito chato e um vilipêndio contra o sagrado livro. Eles afirmam que a terra tem o formado de um disco. Que o pólo norte é o centro do disco e o pólo sul a beirada do disco. Mas então, como Amyr Klink percorreu só 26 mil km, se no Equador tem 40 mil km? Mas eles dizem que isso é falácia. Não adianta discutir com eles, refutam qualquer verdade em relação ao formato que eles defendem, com base errada na Bíblia.  O ruim disso tudo é que eles formam um conceito pejorativo sobre a Bíblia nas mentes das pessoas, quando, na verdade, a Bíblia diz que a Terra é uma esfera.

Mesmo ante inúmeras antigas e novas comprovações da esfericidade da Terra, há muitas pessoas, até influenciadores na Internet, que afirmam ser ela um círculo plano. “A comunidade de terraplanistas tem crescido nos últimos anos no Brasil. Apesar de essa ideia ter sido refutada há aproximadamente 2 mil anos pela ciência, uma pesquisa do Instituto Datafolha divulgada em meados de 2019 revelou que 7% dos brasileiros acreditam nessa ideia. Isso significa que, aproximadamente, 11 milhões de pessoas se declararam adeptas ao terraplanismo no país. A pesquisa entrevistou 2.086 pessoas em 103 cidades no início de julho do ano passado. Entre a população mais escolarizada, o número de terraplanistas sobe para 10%” (Fonte aqui).

Navios navegam com base no princípio da Terra esférica. Tabelas náuticas são projetadas com isso em mente: que a Terra é esférica. Aviões viajam da América para o Japão, por exemplo, também baseados na esfericidade da Terra. Satélites e naves espaciais circundam a Terra todos os dias. Como pode, ainda, alguém acreditar que a Terra é plana? Chega a ser cômica a seguinte notícia: “Terraplanistas fretam cruzeiro para conferir a “beirada” da Terra” (ver aqui, vale a leitura). Isso será ainda em 2020.

Com base em quê pessoas acreditam ser a Terra plana? Vem do que está escrito em Apocalipse 7:1, que diz assim: “Depois disso vi quatro anjos de pé nos quatro cantos da terra…” Essa é mais uma das milhares de interpretações erradas de um texto bíblico. Nesse de Apocalipse, nada se refere ao formado da Terra, nem de longe. Não diz, como em Isaías 40:22 que a Terra tem formado como um globo, ao contrário, se refere aos quatro pontos cardeais. Aliás, se em Isaías a Bíblia diz ser a Terra redonda, não poderia dizer em outro lugar ser ela plana, ela não se contradiz. Esse pessoal não lê a Bíblia toda para se informar melhor. Ou não sabem ler.

  • Segunda: A criação na literatura antiga

“O DILÚVIO dos dias de Noé foi um cataclismo tão devastador que a humanidade nunca conseguiu esquecê-lo. Mais de 2.400 anos depois, Jesus Cristo referiu-se a ele como fato histórico (Mateus 24:37-39). Esse assombroso acontecimento deixou tão indelével impressão na raça humana que se tornou lendário no mundo todo.

Philip Freund, no livro Myths of Creation (Mitos da Criação), estima que mais de 500 lendas do Dilúvio sejam contadas por mais de 250 tribos e povos. Ao passo que migravam da Mesopotâmia, após o Dilúvio, os povos levavam relatos dessa catástrofe a todas as partes da Terra. Habitantes da Ásia, das ilhas no Pacífico Sul, da América do Norte, da América Central e da América do Sul contam histórias sobre esse impressionante acontecimento. As muitas lendas do Dilúvio existiam bem antes de esses povos conhecerem a Bíblia. Todavia, têm pontos básicos em comum com o relato bíblico do Dilúvio.

As lendas do Dilúvio em geral indicam que só um homem foi avisado de uma vindoura inundação de origem divina. Segundo a Bíblia, Deus avisou a Noé que destruiria os iníquos e os violentos (Gênesis 6:13). As lendas em torno do Dilúvio geralmente indicam que o resultado foi destruição global. Similarmente, a Bíblia diz o mesmo (Gênesis 7:19).

A maioria das lendas do Dilúvio diz que um homem sobreviveu, junto com uma ou mais pessoas. Muitas dizem que ele se refugiou num barco por ele mesmo construído e que este barco veio a parar numa montanha. As lendas também indicam que os sobreviventes do Dilúvio passaram a repovoar a Terra, como, segundo a Bíblia, fez a família de Noé.

Os sumerianos, antigo povo que habitava a Mesopotâmia, tem sua versão do Dilúvio e foi encontrada numa tabuinha de argila descoberta nas ruínas de Nipur. Essa tabuinha diz que os deuses sumerianos Anu e Enlil decidiram destruir a humanidade com um gigantesco Dilúvio. A Epopéia de Gilgamés, babilônica, contém muitos detalhes. Segundo ela, Gilgamés visitou seu ancestral, Utnapichtim, a quem se concedera vida eterna após ter sobrevivido ao Dilúvio. Na conversa que tiveram, Utnapichtim explicou que recebera instruções de construir um navio e de levar nele gado, animais selvagens e a família.

Embora a Bíblia mencione oito sobreviventes do Dilúvio, na lenda grega apenas Deucalião e sua esposa, Pirra, sobreviveram (2 Pedro 2:5). Segundo a lenda grega, a Terra, antes do Dilúvio, era habitada por pessoas violentas. Zeus decidiu destruí-los com um dilúvio e mandou Deucalião construir uma caixa e entrar nela. Quando as águas do dilúvio baixaram, a caixa pousou no monte Parnaso. Deucalião e Pirra deram reinício à humanidade.

Na Índia, há uma lenda do Dilúvio, no qual Manu é o sobrevivente humano. Ele ajuda um pequeno peixe que cresce muito e o avisa de um devastador dilúvio. Manu constrói um barco, que o peixe puxa até que se firme numa montanha no Himalaia. Quando as águas do dilúvio baixam, Manu desce da montanha e, com Ida, renova a raça humana.

Segundo a lenda chinesa do dilúvio, o deus do trovão dá um dente a duas crianças, Nuwa e Fuxi. Ele as instrui a plantá-lo e a se abrigar na cabaça que cresceria. Imediatamente nasce do dente uma árvore e produz uma enorme cabaça. Quando o deus do trovão causa um aguaceiro torrencial, as crianças entram na cabaça. Embora o dilúvio resultante afogue todos os demais habitantes da Terra, Nuwa e Fuxi sobrevivem e repovoam o globo.

Os índios da América do Norte têm várias lendas cujo tema comum é um Dilúvio que destrói todos, com exceção de umas poucas pessoas. Por exemplo, os arikaras, povo do grupo caddo, dizem que a Terra era outrora habitada por uma raça de pessoas tão fortes que ridicularizavam os deuses. O deus Nesaru destruiu esses gigantes por meio dum dilúvio, mas preservou seu povo, os animais e milho, numa caverna. Os havasupais dizem que o deus Hokomata causou um dilúvio que destruiu a humanidade. No entanto, o homem Tochopa preservou sua filha, Pukeheh, lacrando-a num tronco oco.

Os índios nas Américas Central e do Sul têm lendas diluvianas com similaridades básicas. Os maias, da América Central, criam que uma grande serpente da chuva destruiu o mundo com torrentes de água. No México, a versão dos chimalpopocas diz que um dilúvio submergiu as montanhas. O deus Tezcatlipoca avisou o homem Nata, que escavou um tronco em que ele e sua esposa, Nena, se refugiaram até que as águas baixaram.

No Peru, os chinchas têm uma lenda dum dilúvio de cinco dias que destruiu todos os homens, exceto um, a quem um lhama que falava conduziu a um lugar seguro numa montanha. Os aimarás, do Peru e da Bolívia, dizem que o deus Viracocha saiu do lago Titicaca e criou o mundo e homens anormalmente grandes e fortes. Visto que esta primeira raça o irou, Viracocha os destruiu com um dilúvio.

Os tupinambás, do Brasil, falavam duma época em que um grande dilúvio afogou todos os seus ancestrais, exceto os que sobreviveram em canoas ou nos topos de árvores altas. Os caxinauás, também do Brasil, os macuxis, da Guiana, os caraíbas, da América Central, bem como os onas e os yahgans, da Terra do Fogo, na América do Sul, figuram entre as muitas tribos que têm lendas sobre um dilúvio.

Em todo o Pacífico Sul é comum lendas sobre um dilúvio com poucos sobreviventes. Há em Samoa, por exemplo, uma lenda de um dilúvio ocorrido em tempos passados que destruiu todos, exceto Pili e sua esposa. Eles encontraram um lugar de segurança numa rocha e, depois do dilúvio, repovoaram a Terra. Nas ilhas havaianas, o deus Kane ficou aborrecido com os humanos e enviou um dilúvio para destruí-los. Somente Nuʹu escapou num grande barco, que por fim parou numa montanha.

Em Mindanau, Filipinas, os atas dizem que a Terra certa vez foi coberta por água destruindo todos, exceto dois homens e uma mulher. Os ibans, de Sarawak, Bornéu, dizem que apenas umas poucas pessoas escaparam de uma inundação, nas colinas mais altas. Na lenda igorrote, das Filipinas, apenas um irmão e irmã sobreviveram, no monte Pokis.

Os soiotes, da Sibéria, Rússia, dizem que uma rã gigante, que sustentava a Terra, mudou de posição e fez com que a Terra fosse inundada por um dilúvio. Um homem idoso e sua família sobreviveram numa balsa feita por ele. A balsa parou numa elevada montanha. Os ostiacos, da Sibéria ocidental e da Hungria, também dizem que os sobreviventes de um dilúvio usaram balsas, mas foram levados à deriva para diferentes partes da Terra.

O que podemos concluir dessas muitas lendas do Dilúvio? Embora difiram muito nos pormenores, elas têm aspectos em comum. Estes apontam para uma origem única num gigantesco e nunca esquecido cataclismo. Apesar de vívidas variações ao longo dos séculos, seu tema subjacente é como um fio que as vincula a um único grande acontecimento — o Dilúvio global narrado no simples e não-fantasiado relato bíblico.

Visto que as lendas do Dilúvio em geral são encontradas entre povos que não entraram em contato com a Bíblia senão em séculos recentes, seria um erro alegar que o relato das Escrituras os influenciou. Ademais, a The International Standard Bible Encyclopedia (Enciclopédia Internacional da Bíblia Padrão) diz: “A universalidade dos relatos sobre o dilúvio costuma ser tomada como evidência da destruição universal da humanidade por um dilúvio . . . Outrossim, alguns dos relatos antigos foram escritos por pessoas bem opostas à tradição hebraico-cristã.” (Volume 2, página 319) “De modo que podemos seguramente concluir que as lendas do Dilúvio confirmam a realidade do relato bíblico” (Fonte aqui, com alterações minhas).

  • Terça: Gênesis versus paganismo

Alguns mitos de povos antigos sobre a origem da Terra.

Babilônios, descendentes de Ninrod, neto de Noé: Representavam o início da criação como um processo de procriação: os deuses teriam sido os elementos naturais que formaram o universo, muitas vezes por meio de lutas contra forças desagregadoras. Os babilônios, numa epopéia sobre a criação, glorificavam a vitória de Marduk, o único deus bastante forte para derrotar o dragão Tiamat.

América. Os onondagas, povo que habitava a região que posteriormente seria o estado de Nova York, nos Estados Unidos, elaboraram uma cosmogonia mística inteiramente particular. Em essência, o relato pode assim se resumir: o grande cacique das regiões celestiais cansou-se de sua mulher e lançou-a às infinitas águas turvas. Ela pediu ajuda aos animais marinhos para que retirassem o barro do fundo do mar. O sol secou o barro e pôde instalar-se nele a Mulher celestial, ou a grande mãe Terra.

Entre os povos americanos foram provavelmente os maias que desenvolveram um mito mais coerente sobre a origem do mundo. Sua explicação concebe a criação em 13 etapas. Na primeira, Hunab Ku, o deus uno, fez-se a si mesmo e criou o céu e a terra. Na décima terceira, tomou terra e água, misturou-os e moldou o primeiro homem.

No Brasil, a cosmogonia dos índios se reporta a um criador do céu, da Terra e dos animais (o Monã dos tupinambás) e a um criador do mar, Amã Atupane, talvez Tupã, entidade mística que os jesuítas consideraram a expressão mais adequada da ideia de Deus. (fonte aqui).

Se prestar atenção a essas poucas ilustrações, pode ver que, alguns mitos se parecem com o relato bíblico e outros não. Esses outros geralmente envolvem lutas, conflitos entre o bem e o mal, guerras, mortes e coisas assim. Pois a Evolução, que também não passa de um mito moderno com carapuça de ciência, também envolve lutas pena vida, e assim a vida se teria aperfeiçoado.

Pois bem, dentre tantas possibilidades de explicação, uma delas seria verdadeira? Pensa comigo, se existirem 5 mil explicações diferentes, só uma delas pode estar correta, não há como duas explicações diferentes serem fiéis ao fato que descrevem. Muito menos 5 mil explicações diferentes serem corretas, fiéis à realidade, e penso que no mundo existam mais que esse número, em explicações sobre a nossa origem. Nós, cristãos, aceitamos a explicação da Bíblia, na realidade, uma explicação entre as que existem.

Como, pois, podemos ter certeza que a explicação do Gênesis é verdadeira? Muitos dizem que devemos aceitar pela fé. Porém, a fé tem bases sólidas que devemos conhecer, fé não é apenas, como pregavam décadas atrás, ‘um salto no escuro’ na certeza que DEUS está conosco. Fé é crer em um DEUS que Se revelou o suficiente para que O conheçamos bem. A Bíblia tem bases para que ela seja confiável.

Pelo estudo bíblico somos transformados pelo poder de DEUS. Essa é uma experiência que cada um pode experimentar pessoalmente em sua vida. Isso garante que estamos lidando com um DEUS que existe, que ama e que salva, Ele é real.

Pelo estudo das profecias, que são em grande número, podemos ter certeza que existe DEUS e que controla e comanda todas as coisas e que conhece o fim desde o princípio.

Se atentarmos bem nos livros da Bíblia veremos que são 40 escritores em épocas, culturas e lugares bem diferentes, mas que escreveram em harmonia. Portanto o Autor é DEUS, que fez revelações aos profetas. Isso também dá créditos à Bíblia.

A Bíblia nunca necessitou ser atualizada, ela não perde a sua aplicação a cada situação nas diferentes épocas e lugares da história. Que outro livro tem esse poder.

A Bíblia é o único livro nesse mundo cujo Autor está conosco, iluminando a leitura. Nenhum outro livro tem essa prerrogativa, de sempre contar com o Autor ao lado.

Pois bem, não podemos provar que o relato bíblico é real quanto a criação. Mas o livro é confiável e DEUS que nela Se revela também, a Bíblia tem credibilidade. E bem mais coerente que a explicação do Big Bang e do Evolucionismo.

Mas, pelo sim, pelo não, existe um modo de pensar do Pr Bullón. Baseio-me nele para a seguinte argumentação. Digamos que a Bíblia esteja errada. O que perco crendo nela e o que ganho? Não perco nada se ela estiver errada, ganho um estilo de vida saudável e superior aqui na Terra. E se ela estiver correta? Ganho tudo, a vida eterna para dizer o mínimo. Se fosse apenas pelo sim, pelo não, ficaria com a Bíblia. Mas não é só isso, ela tem a sua credibilidade absolutamente sólida. Os itens acima que dão credibilidade à Bíblia são os que me ocorreram, portanto, deve ter mais.

  • Quarta: A criação e o tempo

Vejamos um exemplo de como a Bíblia descreve as genealogias marcando o tempo de vida das pessoas. “Aos 130 anos, Adão teve um filho chamado Sete, que era semelhante a ele, à sua imagem. Depois do nascimento de Sete, Adão viveu mais 800 anos e teve outros filhos e filhas. Adão viveu 930 anos e morreu” (Gênesis 5:3-5).

Assim, genialmente descrito, podemos obter muitas informações. A idade da humanidade normalmente é calculada para trás no tempo, a partir de JESUS (ano 1 dC). Então, calculando para trás, podemos obter algumas conclusões.

Documentos históricos confirmam que o fim do reinado de Zedequias, quando Nabucodonosor destruiu Jerusalém, foi por volta do ano 586 a.C.

Usando as cronologias de 1 e 2 Reis e 1 e 2 Crônicas, entre o 4º ano do reinado de Salomão e o fim do reinado de Zedequias passaram cerca de 380 anos.

1 Reis 6:1 indica que entre a saída dos israelitas do Egito até o 4º ano do reinado de Salomão passaram 480 anos.

Do nascimento de Abraão ao estabelecimento de Jacó no Egito passaram cerca de 290 anos.

De acordo com a genealogia de Gênesis 11, do Dilúvio até Abraão, passaram cerca de 292 anos.

Gênesis 7:6 indica que, quando o Dilúvio aconteceu, Noé tinha 600 anos.

Segundo a genealogia de Gênesis 5, da criação de Adão até o nascimento de Noé passaram cerca de 1056 anos.

Juntando todos esses números, Adão foi criado cerca de 4100-4200 anos antes de CRISTO, há mais de 6 mil anos atrás. No entanto, em toda a história antes de Abraão existe muita margem de erro.

Mesmo não conhecendo a idade exata da humanidade, o mais importante é que fomos criados por DEUS. Não surgimos por acidente; DEUS criou a humanidade com valor e propósito. (baseado em informações tiradas daqui e nesse link tem uma cronologia enorme baseada na Bíblia, embora nem tudo ali esteja correto, por exemplo, cada dia da criação não durou mil anos).

  • Quinta: A criação nas Escrituras

Os escritores do Novo Testamento, todos eles, confiavam no Antigo Testamento. Era para eles um texto fidedigno. Fundamentavam-se no que fora escrito antes de CRISTO. Aliás, que outro fundamento eles teriam? Nenhum além do Antigo Testamento.

Na Bíblia parece haver duas criações, entenda bem, parece. A primeira foi a de Adão, o pai da humanidade. A segunda não foi exatamente uma criação, mas uma transformação milagrosa, fora do natural, mas perfeitamente possível a DEUS, o nascimento de JESUS CRISTO. Ele é o segundo Adão (1 Coríntios 15:45, 47 e 49). Ele não é filho nem de José e nem de Maria, mas Se tornou um feto dentro do corpo de Maria. Ele é DEUS Se tornando em ser humano.

O primeiro Adão foi feito do pó da terra, e nada há de errado com isso, mas o que isso quer dizer é que ele veio desse mundo, pertence a esse planeta. Já o segundo Adão, JESUS CRISTO veio do Céu, e veio com um propósito, corrigir o que o primeiro Adão estragou, ou seja, estender a graça (perdão dos pecados de graça) a toda humanidade.

JESUS CRISTO, veio, como dizem os teólogos, mentalmente em estado pré-lapsariano, e no corpo, em estado pós-lapsariano. Por lapsariano os teólogos entendem a palavra vinda de lapso, ou no caso, erro, deslize, negligência, pecado, transgressão. Então pré-lapsariano quer dizer antes de pecar, e pós-lapsariano quer dizer depois do pecado.  Explicando sobre JESUS, Ele veio sem pecado algum. Mas veio com um corpo mortal, que envelhecia, poderia adoecer e que poderia morrer. Tinha que ser assim pois Ele não deveria ser pecador para poder nos salvar, mas devia ser mortal para poder morrer por nós. Simples assim.

Resumindo o estudo de hoje: Há uma lista de versos na lição que atestam que os profetas escritores do Novo Testamento se baseavam no Antigo Testamento para se fundamentar. E havia, como ainda há, harmonia entre os dois Testamentos. Não é possível dizer que o Novo Testamento substituiu o Antigo porque não se encontra na Bíblia algo novo no Novo testamento que descredencie o Antigo. Não há no Novo uma nova doutrina diferente da que há no Antigo, e que substitua algo escrito no Antigo Testamento.

  • Resumo e aplicação – Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  • Tema transversal

No final do grande conflito, coisa que já está começando, pois começaria paralelamente aos juízos divinos anteriores às sete pragas, os seguintes temas farão parte do grande debate: Criacionismo x Evolucionismo; a graça como substituta da lei; o domingo substituindo o sábado na lei; castigo com a morte pelos pecados x imortalidade da alma; ESPIRITO SANTO como não sendo DEUS; impossibilidade da segunda vinda de JESUS CRISTO; a IASD vista como seita; a caducidade da Bíblia; fundamentalismo como algo nocivo à sociedade e à liberdade; necessidade de uma religião única no mundo; liberalismo religioso na IASD x costumes antigos; caminho estreito x caminho largo, e mais uns outros.

Precisamos dominar esses assuntos para estarmos afiados e, com o poder do ESPÍRITO SANTO, defender a nossa fé, e nós mesmos não cairmos em erro.

  • Aplicação contextual e problematização

Existe muito liberalismo em nossa igreja. Isso vai custar muitas vidas, especialmente da parte dos líderes. Vai um exemplo para meditar. O que melhorou no ritual do batismo a troca dos hinos pelas palmas? O que havia de errado com os hinos, que foram desprezados em lugar dos aplausos? No que ficou esse ritual mais solene com palmas? Que mensagem traduzem as palmas aos batizandos e aos demais presentes? Estaria DEUS preferindo palmas em lugar daqueles hinos lindos com mensagens emocionantes e profundas, ao batizando, aos seus familiares e aos demais, que assista um aqui. A grande pergunta é: o que melhorou na solenidade por trocar aqueles hinos pelo frio barulho de aplausos, que compare com o hino, aqui? Por favor, compare um com o outro, e pelo menos você, não faça mais barulho na solenidade do batismo.

  • Informe profético de fatos recentes

Religiosos católico, judeu e muçulmano farão live com oração pela humanidade

“SÃO PAULO, SP – Neste tempo de distanciamento social e de lives, um grupo voltado para o diálogo inter-religioso reuniu líderes do catolicismo, judaísmo e islamismo para fazer uma oração online pela humanidade em meio à pandemia de Covid-19.

“A transmissão ao vivo será neste domingo (12), às 16h, com o xeque Atilla Kus, coordenador do Centro Islâmico e de Diálogo Inter-religioso, o cônego José Bizon, diretor da Casa da Reconciliação, e Raul Meyer, diretor da Federação Israelita do Estado de São Paulo” Veja o restante da notícia aqui.

“Covid-19 e apocalipse: as mensagens de esperança para superar o caos

Textos antigos encorajavam esperança e resistência quando falavam do fim dos tempos. Com ruas desertas, hospitais cheios e necrotérios lutando para lidar com o número de corpos, não é de surpreender que algumas pessoas estejam fazendo comparações com o apocalipse” (Pode ler o restante aqui).

“Egito legaliza 74 igrejas e locais de culto cristãos

“CAIRO, 13 Abr. 20 / 09:30 am (ACI).- As autoridades do Egito, um país predominantemente muçulmano, legalizaram 74 igrejas ou locais de culto cristão, com isso, chega-se a um total de 1.568 edifícios eclesiais de um total de 5.540 solicitações, no âmbito da lei de construção de lugares de culto de agosto de 2016.

“No passado, as permissões para a construção ou renovação de igrejas ou locais de culto eram concedidas por agências de inteligência e segurança, agora estas são uma responsabilidade dos governadores provinciais, segundo informa Asia News.

“De acordo com especialistas do grupo de defesa dos direitos humanos e da liberdade religiosa Christian Solidarity Worldwide (CSW), a nova legislação de 2016 tornou o processo de legalização de locais de culto cristão menos complicado, mas a norma continua sendo discriminatória porque não se aplica aos muçulmanos.” A leitura desse artigo é muito interessante, são portas se abrindo à pregação do evangelho. Veja nesse link.

“Resposta à crise vai definir futura ordem global (por Marcos Magalhães)

“Qual será a reação à expansão do coronavírus nas regiões mais pobres do planeta?

Esse artigo merece ser lido. O autor defende a ideia que o coronavirus ainda se espalhará pelos países pobres do hemisfério sul do planeta. E esses países não tem condições de enfrenta-lo como os ricos, daí que precisarão de ajuda. Se até chegar neles tivermos vacina, eles precisarão de graça. Nem os EUA tem condições, sozinhos, de enfrentar a doença, imagina-se os países pobres. Pois bem, a Nova Ordem Mundial depende de quem vai liderar a ajuda a esses países, se a China ou se os EUA. Leia aqui.

  • Comentário de Ellen G. White

“No princípio, o Pai e o Filho repousaram no sábado após Sua obra de criação. Quando “os céus, e a Terra e todo o seu exército foram acabados” (Gên. 2:1), o Criador e todos os seres celestiais se regozijaram na contemplação da gloriosa cena. “As estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam.” Jó 38:7. Agora Jesus descansava da obra de redenção; e se bem que houvesse dor entre os que O amavam na Terra, reinou contudo alegria no Céu. Gloriosa era aos olhos dos seres celestiais a perspectiva do futuro. Uma criação restaurada, a raça redimida que, havendo vencido o pecado, nunca mais poderia cair – eis o resultado visto por Deus e os anjos, da obra consumada por Cristo. Com esta cena se acha para sempre ligado o dia em que Jesus descansou. Pois Sua “obra é perfeita” (Deut. 32:4); e “tudo quanto Deus faz durará eternamente”. Ecl. 3:14. Quando se der a “restauração de todas as coisas, as quais Deus falou por boca dos Seus santos profetas, desde o princípio do mundo” (Atos 3:21, Versão de Figueiredo), o sábado da criação, o dia em que Jesus esteve em repouso no sepulcro de José, será ainda um dia de descanso e regozijo. O Céu e a Terra se unirão em louvor, quando, “desde um sábado até ao outro” (Isa. 66:23), as nações dos salvos se inclinarem em jubiloso culto a Deus e o Cordeiro” (O Desejado de todas as nações, 760 e 770).

  • Conclusão

Ao DEUS criar todas as coisas aqui em nosso planeta, Ele estabeleceu as eternas verdades e princípios para uma humanidade perfeita com vida eterna. Duas coisas Ele estabeleceu junto com a criação: Primeira: a semana com o sábado em que descansou, abençoou e santificou, e; segunda, o casamento entre homem e mulher.

Quem mexer nessas duas coisas tem influência de satanás, inimigo de DEUS, e vai pagar com a vida por ter desafiado a DEUS em Sua criação. Portanto, cuidado com isso.

Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p (Apoc. 15, 16) Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp Armagedom Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico        

Estudado e escrito entre:   10 a 16 /4/2020

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

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