Lição 10 – JESUS conquistava a confiança das pessoas

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Terceiro Trimestre de 2016

Tema geral do trimestre: O papel da igreja na comunidade

Lição 10 – JESUS conquistava a confiança das pessoas

Semana de 27 de agosto a 3 de setembro de 2016

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:Porém o que se dizia a Seu respeito cada vez mais se divulgava, e grandes multidões afluíam para O ouvirem e serem curadas de suas enfermidades” (Luc. 5:15).

 

Introdução de sábado à tarde

Hoje, muitos líderes, pastores, ministros, sacerdotes, missionários, etc., querem ser celebridades, querem ter fama, ser admirados, ter poder. JESUS teve fama, foi celebridade, mas sem perseguir esse tipo de objetivo. A Sua fama se desenvolveu porque Ele falava com poder, e curava toda sorte de enfermidades. E, em parte, também porque as pessoas alimentavam a esperança de que Ele libertasse a Judeia dos romanos.

JESUS queria socorrer, salvar. Ele não estava interessado em Si mesmo, queria servir, não esperava ser servido. “Jesus via em cada pessoa, alguém a quem devia ser feito o chamado para Seu reino. Aproximava-Se do coração do povo, misturando-Se com ele como alguém que lhe desejava o bem-estar. Procurava-o nas ruas públicas, nas casas particulares, nos barcos, na sinagoga, às margens do lago e nas festas nupciais. Ia-lhe ao encontro em suas ocupações diárias e manifestava interesse em seus negócios seculares. Levava Suas instruções às famílias, pondo-as assim, no próprio lar, sob a influência de Sua divina presença. A poderosa simpatia pessoal que dEle procedia, conquistava os corações” (O Desejado de Todas as Nações, 151).

“Devemos fazer o que Cristo fez. Onde quer que estivesse, na sinagoga, ao pé do caminho, no barco um tanto arredado da margem, no banquete do fariseu ou à mesa do publicano, falava aos homens das coisas pertinentes à vida mais elevada. As coisas da natureza, os acontecimentos da vida diária eram por Ele relacionados com as palavras da verdade. O coração dos ouvintes era atraído para Ele; porque lhes curara as enfermidades, confortara os aflitos, e tomara nos braços seus filhinhos e os abençoara. Quando abria os lábios para falar, a atenção deles se voltava para Ele, e toda palavra era para alguma alma um cheiro de vida para vida.

“Assim deve ser conosco. Onde quer que estejamos, devemos vigiar as oportunidades de falar do Salvador a outros. Se seguirmos o exemplo de Cristo em fazer o bem, os corações estarão abertos a nós como estiveram a Ele” (Serviço Cristão, 119).

 

  1. Primeiro dia: Conquistando a confiança

O autor da lição de hoje abordou o assunto da confiança com admirável clareza. Em resumo, ele disse que confiar em alguém é ter fé nessa pessoa. E isso remete à palavra, que o autor utilizou também: confiabilidade. Vamos aprofundar um pouco sobre essa palavra.

Temos alguns sinônimos para a palavra confiabilidade: verdadeiro, autêntico, autenticidade, fiabilidade, credibilidade. São valores raros em nossos tempos. Raros mesmo entre os crentes!

O significado dessas palavras é o seguinte: ser uma pessoa na qual todas as outras pessoas que a conheçam, tenham um conceito tão positivo dela que, seriam capazes de deixar aos cuidados dessa pessoa, aquilo que de mais valor possuem. E mais: é certo que a pessoa confiável irá comportar-se conforme prometeu, que é o seu comportamento natural. Isso significa ser semelhante a JESUS, e a mais ninguém, porque não há outro modelo pelo qual possamos nos pautar.

A lição também trouxe a palavra fé. Porque confiar é ter fé. Temos aqui mais alguns sinônimos para fé: certeza, confiabilidade, lealdade, confiança, convicção, apoio, amparo, aprovação, arrimo, conchego, sustentáculo, amizade, crédito, esperança, familiaridade, intimidade, segurança, convencimento, crença, renome.

Resumindo até aqui: JESUS, como já vínhamos estudando, primeiramente desejava o bem das pessoas. Ele não queria explorar as pessoas, tirar proveito delas, pelo contrário, veio para servir as pessoas, não para ser servido por elas. Então associava a compaixão, que é o sentimento piedoso de simpatia para com os problemas que afetam os outros ao desejo de ajudar na solução desses problemas para restabelecer a alegria nos corações dessas pessoas, para que deixem de sofrer.

Então Ele ministrava-lhes às necessidades. Ele curava, perdoava, ensinava, alimentava, enfim, agia no sentido de resolver aqueles problemas pelos quais se compadeceu.

Depois, e só depois desses três primeiros passos Ele buscava conquistar a confiança das pessoas. Na realidade, a essa altura, elas já confiavam muito nEle, porém, essa confiança seria consolidada. A confiança vinha sendo conquistada desde o primeiro contato.

Em Marketing existe uma expressão que se encaixa em nosso estudo de hoje. É “o momento da verdade”. Significa aquele primeiro instante em que um cliente entra em contato com uma empresa. Pode ser quando vê a fachada da empresa e vai entrando e vê as primeiras coisas, formando sua primeira impressão. Dizem os estudiosos que esse primeiro momento, um dos principais momentos da verdade, que formam o primeiro conceito sobre a empresa, deve sempre ser positivo. Os empresários devem ter cuidado para que essas primeiras impressões, e as seguintes, sejam boas, que os clientes sintam que podem confiar nessa empresa.

Isso é assim em tudo. Na nossa igreja não seria diferente, e JESUS já praticava esse princípio há dois milênios. Ele ia construindo a confiabilidade por meio dos passos acima, como vimos, primeiramente expressando um sincero desejo de querer o bem das pessoas, daí dando a entender que tinha compaixão delas, em relação aos seus problemas. Então, de fato, esse comportamento de JESUS era autêntico, pois Ele resolvia os problemas das pessoas. E só então buscava ratificar a confiança dessas pessoas nEle. Como fazia isso? Estudaremos a partir do dia de amanhã.

 

  1. Segunda: Um equilíbrio cuidadoso

Faremos uma pergunta para o estudo de hoje, que é vital para que sejamos confiáveis aos de fora. Estamos em harmonia interna?

Os discípulos de JESUS brigavam entre si desejando os primeiros postos, queriam ser cada um mais importante que o outro, ter mais poder que o outro; e um tinha ciúmes e inveja do outro. Portanto, agindo assim, o poder que possuíam era mínimo. Mas quando JESUS subiu ao Céu, quando eles passaram a orar, reunidos, durante dez dias, as coisas mudaram. Diz Ellen G. White: “Estes discípulos se prepararam para a obra. Antes do dia de Pentecoste se reuniram e tiraram dentre eles todas as desinteligências. Estavam de um mesmo sentimento. Acreditavam na promessa de Cristo, de que a bênção seria dada, e oravam com fé. Não pediam a bênção apenas para si; estavam preocupados com a responsabilidade quanto à salvação de almas. O evangelho devia ser levado até aos confins da Terra, e eles reclamavam a doação do poder que Cristo prometera. Foi então que o Espírito Santo foi derramado, e milhares se converteram num dia” (O Desejado de Todas as Nações, 827).

Isso que não acontecia na igreja de Corinto, conforme a lição sugere estudar em I Cor. 3:1-9 e 5:1. Eles lá brigavam entre si; formaram partidos ou como alguns chamam, panelinhas; havia ciúmes e inveja entre eles, e até alguns que praticavam imoralidade. Jamais, um grupo com essas características obterá confiança das pessoas de fora. Acontece que notícia ruim vai rápido e longe. Transforma-se em fofoca e denigre a imagem de JESUS CRISTO.

Se hoje, dentro da igreja, houver irmãos que são desonestos nos negócios, que faltam com a verdade, que tem ciúmes e inveja de outros irmãos ou dos de fora, que formam grupinhos de favoritismo dentro da igreja, que formam núcleos de poder para influenciar na Comissão da Igreja e que brigam entre si, não se queira que esta igreja granjeie confiança dos de fora. Nem os de fora crerão, nem o ESPÍRITO SANTO ajudará para que creiam.

E esses problemas existem!

Pior ainda, se os líderes da igreja agem daquela maneira, se não forem distintos do que é o mundo. Se suas famílias não são pautadas pelo amor, se no trabalho não são os melhores, se na escola são maus estudantes, se seu testemunho na sociedade é de maus pagadores, se assistem vídeos imorais, se há envolvimento imoral (marido com outra mulher, esposa com outro homem), se as vestimentas são escandalosas, se o envolvimento na sociedade é reprovável, se muitas coisas reprováveis são praticadas, não se queira que a sociedade creia em uma organização assim.

Sim, é verdade, devemos levar as pessoas a confiarem em JESUS. Mas há um porém: se formos flagrantemente demais diferentes de JESUS, aí é certo que as pessoas não confiarão, nem em nós, nem em JESUS, nem em religião alguma. É isso que satanás deseja. Precisamos, todos nós, de uma forte transformação em muitos aspectos de nossa vida.

 

  1. Terça: Capital social

Continuaremos estudando e aprofundando sobre como ganhar a confiança dos cidadãos da sociedade, principalmente para levar a mensagem às pessoas. Lembremo-nos, muitas pessoas andam bem desconfiadas quanto aos religiosos, que só querem mais adeptos para contribuírem com dinheiro. Também há muita mentira sendo divulgada, e não são poucos os que vão trocando de igreja de tempos em tempos. Também não podemos nos esquecer que, mesmo em nossa igreja, são muitos os que entram e ficam pouco tempo, e desaparecem. Inclusive que vão para outras igrejas. A igreja está sendo abandonada até mesmo por adventistas com décadas de participação. É sinal de decepção, que não encontraram o que procuravam. Portanto, há necessidade de sermos mais confiáveis. E é necessário que foquemos a confiabilidade, nunca em nós, mas sempre em JESUS CRISTO. Mesmo assim, nós, Seus discípulos, devemos, igualmente, ao menos em nossa esfera, ser confiáveis. Devemos ser no mínimo os melhores cidadãos por aqui, os melhores maridos e esposas, os melhores trabalhadores, os melhores estudantes, os melhores vizinhos, e assim por diante. É o nosso conceito que, inicialmente levará as pessoas a terem correto conceito sobre JESUS. Depois, só depois, é que elas se desligarão de nós, como exemplos de vida, e conhecendo bem a JESUS, se ligarão a Ele e O terão como exemplo de vida. Porém, enfatiza-se, por nós é que conhecerão Aquele que é perfeito. Logo, devemos também ser confiáveis.

Pois bem, hoje a lição apresenta o estudo sobre o capital social. É exatamente isso que vínhamos discutindo no parágrafo acima.

Da Wikipédia sabemos que a primeira utilização conhecida do conceito de capital social foi feitas por L J Hanifan, supervisor estadual de escolas rurais no estado de West Virginia, nos EUA. Escrito em 1916 para exortar a importância do envolvimento da comunidade para o sucesso escolar, Hanifan invocou a ideia de “capital social” para explicar a razão. Ele disse o seguinte:

“…às coisas intangíveis [que] são importantes para o cotidiano das pessoas: boa vontade, amizade, solidariedade, interação social entre os indivíduos e as famílias que compõem uma unidade social …. Uma pessoa apenas existe socialmente, se deixada a si próprio… Mas se ela entrar em contato com o seu vizinho, e estes com outros vizinhos, haverá uma acumulação de capital social, que pode imediatamente satisfazer suas necessidades sociais e que podem ostentar uma potencialidade social suficiente para a melhoria substancial da comunidade, para as condições de vida de toda a comunidade. A comunidade como um todo se beneficiará pela cooperação de todas as suas partes, enquanto que o indivíduo vai encontrar nas suas associações as vantagens da ajuda, da solidariedade… bem como seu vizinho no clube”.

Segundo o antropólogo organizacional Ignácio García da Universidade de Buenos Aires, o termo Capital Social refere às redes de relacionamento baseadas na confiança, cooperação e inovação que são desenvolvidas pelos indivíduos dentro e fora da organização, facilitando o acesso à informação e ao conhecimento.

Resumindo: o capital social é um conjunto de princípios e práticas de relacionamentos entre todos os indivíduos que formam uma sociedade. Envolve normas que promovem confiança e reciprocidade entre as pessoas, uma confiança compartilhada entre as pessoas, fruto de sua própria interação social, como numa rede social de pessoas que se respeitam e se amparam mutuamente. O capital social favorece vida melhor, maior produtividade, facilita a solução de problemas, evita o aparecimento de muitos problemas, especialmente os de relacionamento. No mundo esse conceito é muito utilizado, ao redor do planeta. Portanto, capital social, um assunto muito estudado na Administração de Empresas, é uma capacidade que se vai adquirindo ao longo da vida, que posta em prática, gera relações de confiança entre as pessoas, gera condições de mais facilmente os problemas serem resolvidos, pois envolve maior número de pessoas, e finalmente, no caso de nossa igreja, facilita abertura de portas para a evangelização com eficácia.

 

  1. Quarta: O valor do capital social

Igrejas são formadas por membros voluntários. Eles aderem por vontade própria e participam da mesma maneira. “Segundo definição das Nações Unidas, o voluntário é o jovem ou o adulto que, devido a seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividades, organizadas ou não, de bem-estar social, ou outros campos… … Altruísmo e solidariedade são valores morais socialmente constituídos vistos como virtude do indivíduo. Do ponto de vista religioso acredita-se que a prática do bem salva a alma; numa perspectiva social e política, pressupõe-se que a prática de tais valores zelará pela manutenção da ordem social e pelo progresso do homem. A caridade (forte herança cultural e religiosa), reforçada pelo ideal, as crenças, os sistemas de valores, e o compromisso com determinadas causas são componentes vitais do engajamento. Não se deve esquecer, contudo, o potencial transformador que essas atitudes representam para o crescimento interior do próprio indivíduo” (Mónica Corullón).

Traduzindo para o contexto religioso o que Mónica escreveu, se bem que ela mesma já se referiu à religião, podemos dizer que, igrejas requerem uma gestão bem diferente de empresas. Em empresas as pessoas trabalham para receber salários, mas em igrejas trabalham como voluntárias. Isso faz toda diferença, isto é, uma igreja jamais poderia ser administrada como se fosse uma empresa, de forma burocrática e por comando impondo a vontade de um sobre os outros. E quanto mais os membros da igreja forem desenvolvidos culturalmente, menos colaborarão se o pastor for autoritário. Por outro lado, igrejas onde existam mais operários, pessoas que na vida profissional é natural serem dominadas por outras pessoas, o autoritarismo até que funciona, porém, não desenvolve a liderança e muito menos os projetos se tornam permanentes. Logo, em qualquer situação, o autoritarismo é um desastre nas igrejas. Aliás, até vem sendo um desastre nas empresas de baixa tecnologia, porque nas de alta tecnologia tal tipo de liderança simplesmente não existe. Isso quer dizer: devemos, em muitos casos, rever os nossos conceitos. Há muito pastor novo que acha ser o dono da igreja e dos membros.

Voluntários sempre querem participar mais amplamente do que simplesmente seguir ordens de cima. É preciso que aprendamos isto. Ou ficaremos para sempre jogando projetos que não duram, na igreja. Esta lição, desse trimestre, está sendo muito sábia ao sugerir os ministérios pessoais, uma estratégia de envolver os membros voluntários, porque dessa maneira fazem o que gostam, e portanto, o farão bem feito, e por longo prazo.

Por exemplo, quando um determinado membro tem vontade de trabalhar com os drogados da cidade, deve ser animado para isso, deve ser apoiado pela igreja e pelo pastor. Vamos que ele não tenha para isso um alvo de batismo. Isso também não é importante. Deixemos que DEUS cuide dessa parte. Logo ele agregará mais pessoas que interessarão pelo assunto, e o trabalho avançará. Quando fazemos o que gostamos, quando nos desenvolvemos em fazer o que gostamos, a iniciativa tende a prosperar. Mas quando somos levados a participar de algum projeto de um departamental, sempre apresentado como algo muito positivo, mas nós não gostamos de fazer aquilo, porém nos envolvemos por causa do dramático apelo para participar, tal empreendimento, como já sabemos pelos casos passados, tende a não ter sucesso. Ao menos não perdura por muito tempo. Depois outro departamental lança outro projeto, e assim vai, sucessivamente, e a igreja aos poucos vai desanimando. Não se está aqui dizendo que tais projetos não devem ser elaborados; devem sim. Mas devem ser mais envolventes, dando oportunidade a maior participação quanto a detalhes, e devem os membros ter liberdade de ação no que mais lhes interessa, ou, como de costume, desistirão bem logo, ficando a tarefa ao encargo de uns poucos, ou porque são os responsáveis, ou porque são facilmente manipuláveis. Mas iniciativas locais, por essa estratégia, são sutilmente boicotadas, não apoiadas, muito menos, incentivadas. Conheço um pastor que, ao saber de algo que um membro fez por sua iniciativa, simplesmente vira de ombros, como sinal de desprezo. Lamentável, mas DEUS está vendo. Ele quer impor os projetos oficiais, que, claro, devem ser incentivados, mas as iniciativas pessoais, sempre superiores, devem ser a tal ponto apoiadas que nem se necessitem mais das iniciativas vindas de fora, que tendem via de regra, serem menos eficazes. Fica entendido, pelos escritos de EGW, que após a sacudidura, só essas iniciativas e participações voluntárias é que permanecerão. Os demais não serão permitidos pelos governos, e não serão viáveis, portanto, é hoje que devemos nos aparelhar para agirmos assim após o decreto dominical.

O voluntariado requer o que estudamos ontem: capital social. Como agora já sabemos, capital social é disponibilizar as capacidades para ajudar outros a vencerem, ou para ajudar outros a superarem seus desafios e problemas. Quando fazemos isso, os outros se desenvolvem e obtém crescimento intelectual, e nós, mais ainda. É o caso do rei Artaxerxes, da Pérsia. Ele, acostumado com as feições de Neemias, percebeu que seu copeiro estava triste, já a alguns dias. Indagando a razão, descobriu que era por causa dos muros de Jerusalém, e da cidade, que estavam em ruínas, e por causa da falta de segurança e pobreza de seus moradores. Como Neemias inspirava confiança, o rei compadeceu-se dele e dos moradores de Jerusalém. Esse sentimento brotou no rei em razão da fineza e credibilidade de Neemias, um homem de iniciativa, competente em tudo o que fazia, correto e honesto, e principalmente, que dava excelente testemunho de sua crença e de seu DEUS. Não deu outra: o rei providenciou, por sua iniciativa, tudo o que Neemias necessitasse para ir a Jerusalém e resolver todos os problemas lá existentes.

Veja outro exemplo, que se passa em minha cidade, Ijuí (RS, Br). Um grupo de jovens, hoje há três meses, teve a ideia de lançar um pequeno programa, um ministério pessoal, para alimentar com sopa os pobres da cidade, não todos é claro, mas ao menos alguns. Agora já não é mais tão pequeno, muitos estão participando, com entusiasmo! Como é uma iniciativa local, como tem um líder entusiasmado pela ideia, pois é o seu ministério, o empreendimento vingou, e cresceu. Outros jovens da igreja resolveram participar e estão gostando. Além disso, jovens de outras igrejas também se engajaram. O motivo da iniciativa era alimentar, mas com o inverno rigoroso daqui, acabaram também distribuindo roupas. Para envolver as pessoas, usam as redes sociais. Entidades da cidade, empresas e outras pessoas estão contribuindo voluntariamente, seja com material (alimento e roupas) seja com trabalho. O nome do programa (é um programa com tempo de duração ilimitada, não é um projeto com início, meio e fim) é “Ijuí sem fome”. Veja aqui o que fazem.

Elaborando uma pequena conclusão até aqui, do estudo dessa semana: Nossas capacidades devem ser desenvolvidas mediante o empenho pelo auxílio quanto a solução dos problemas existentes na sociedade. Se trabalharmos com eficiência e eficácia, com profissionalismo e organização, a sociedade nos procurará para ajudar, como no programa “Ijuí sem fome”, e reconhecerá o trabalho. Mais adiante, pessoas virão em busca do conhecimento que nos leva a tal movimento, então é que virão os interessados à salvação.

 

  1. Quinta: A simpatia de todo o povo

Aumenta em todos os lugares, especialmente entre as pessoas mais cultas, o desejo de levar uma vida saudável. Na rede de computadores, na mídia, nas empresas, nos clubes, nas Universidades, quase em todos os lugares, encontramos algo relacionado com como ter saúde. Dias atrás fiz meu check-up anual, e dessa vez o médico, que sempre reza a mesma lista de orientações, acrescentou mais uma. Ele sempre diz que não se deve beber álcool, não fumar, fazer exercícios, etc., mas dessa vez ele mesmo enfatizou, acrescentando mais uma recomendação, ter vida espiritual. Ele disse que todos devem crer em alguma entidade superior. Trocamos algumas ideias sobre DEUS e fé. Ele não é da nossa fé.

Há uma onda por vida saudável no mundo, especialmente no ocidente, diante do drama do colesterol, da obesidade, do diabetes, dos enfartos, das doenças do sedentarismo, etc. Por exemplo, veja aqui uma orientação sobre oito procedimentos simples para ter uma vida de mais qualidade. Na internet também encontramos muito sobre os 8 remédios naturais, que não custam nada, mas que evitam doenças, e certamente colaboram para a qualidade de vida superior, principalmente quando a idade avança. Estou bem feliz nesse momento, porque minha esposa disse que iria ao supermercado, a pé (eh, eh). Por que sempre ir de carro?

Todos nós deveríamos ser um tanto especialistas em: vegetarianismo – entender e praticar; alimentação saudável; prática de exercícios e cuidados com a saúde. Para cuidarmos melhor de nossa saúde, e também para ajudar os outros nesse cuidado. É aí que entra a lição de hoje.

Devemos ser obedientes ao nosso manual de vida e de salvação, a Bíblia. Isso nos levará ao reconhecimento, na sociedade, de que somos um povo sábio e inteligente. Portanto, devemos ser os melhores, competentes no que fazemos (em nossas atividades profissionais), ser um povo saudável (há situações em que, mesmo pessoas saudáveis, adoecem, sabemos disso, mas devemos, na média, ser bem mais saudáveis que os demais) e principalmente, ser testemunhas de um DEUS que é superior a tudo e a todos. Veja aqui o testemunho dos californianos, adventistas, que tem a cultura da boa saúde. Nos links adiante há mais exemplos de nossa gente, dando bom testemunho de vida saudável. Veja aqui, aqui, acolá, e mais acolá! Que testemunho eles estão dando! Não chamam a atenção só nas redondezas, mas no mundo todo.  É disso que a lição fala tanto, nesse trimestre.

A pergunta que devemos nos fazer, com honestidade é: que falta atualmente estamos fazendo na sociedade? Se fechássemos a igreja, a prefeitura, ou algum jornal, ou alguém viria, como foi com Dorcas, para pedir que não fechemos a igreja? Pois faríamos muita falta. Ou nem perceberiam? No âmbito da vida saudável, fazemos alguma diferença na sociedade?

Esses autores são corajosos em algumas coisas que escrevem. Há tempos também penso que projetos que se fazem na igreja servem para pouco (mas não os condeno), e que causam até desânimo na igreja. Muitas vezes, lá vem um iluminado, superior, e com argumentos, apresenta o novo projeto, geralmente de evangelismo. Faz uma motivação poderosa e um apelo que leva todos à frente prometendo tudo o que ele deseja. Na saída do programa, muitos já esqueceram o que prometeram no tal apelo. Aliás, sejamos respeitosos, muitos apelos criam nos membros o costume de prometer e não cumprir. Isso é um ato de leviandade do pregador. A estratégia deve ser outra, não de tantas promessas, mas de mais ação, mais ministério pessoal.

Os autores se posicionaram desfavoráveis a projetos que iniciam e logo mais terminam. Isso cria nos membros a ideia de que nada precisa ter continuidade. Algo que, AINDA, está tendo pouca motivação, são os pequenos grupos, que existem desde os tempos de JESUS. Mas os ministérios pessoais deveriam ser incentivados, deveríamos ter qualificação nesse sentido, desenvolver a iniciativa e a criatividade entre os membros, e criar grupos ou equipes permanentes, por iniciativa, não de superiores, mas dos membros. Escreveremos mais sobre esse pondo, mais adiante, em outras lições.

Quanto tempo pode levar para uma igreja se fazer visível na sociedade? Geralmente uns dois a três meses. Só isso!

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal (anterior foco, porém, com o cuidado de fazer uma ligação entre os assuntos diários, sempre que possível)

O que a lição desta semana está ensinando é a necessidade de competência aliada ao diagnóstico para servir com eficácia. Ou seja, a confiabilidade requer saber o que as pessoas necessitam, e nisso, quais suas prioridades, e ter capacidade de atender. Não pode ser um atendimento genérico e superficial, tem que ser profissionalizado, ou, qualificado. Por isso são mais eficazes os ministérios pessoais, pois neles as pessoas fazem o que gostam e se empenham em busca de conhecimento e capacitação no que fazem. Um exemplo disso é um irmão de Porto Alegre que se especializou em como deixar de fumar em cinco dias. Já o vi atuando algumas vezes. Não é médico, mas entende de pulmões e órgãos internos como um médico, e nalguns casos, mais que alguns deles. Ele se especializou no assunto, por isso o seu trabalho foi sempre eficaz. Também conheço pessoas leigas com uma capacidade de tratamento natural de doenças que é algo incrível. Falta somente o diploma. Dentre esses, estão alguns colportores, que até dão palestras e recomendam procedimentos naturais bem eficazes. É disso que a lição está tratando.

Resumindo, devemos nos capacitar em fazer o que gostamos a ponto de nos tornarmos profissionais, versados no que escolhemos fazer. Esse é o clímax para se adquirir confiança. Depois podemos apelar ao batismo.

 

  1. Aplicação contextual e problematização (aplicações possíveis dos assuntos aos cristãos na atualidade e identificação dos problemas que enfrentamos e indicativos de solução)

Um dos grandes problemas atuais é a confiabilidade. Há muita falcatrua, muita ambição, pessoas querendo se aproveitar da fragilidade alheia, etc. Devemos ter cuidado para não sermos confundidos com mais um vigarista e impostor.

 

  1. Informe profético vinculado com a lição

O problema relacionado à profecia que está se agigantando é o terrorismo. Esse tipo de terrorismo, que não é nem mesmo aprovado pelos islamitas, está tomando uma configuração religiosa de ambos os lados, por islamitas radicais e por cristãos. E isso é um grande problema, já conhecemos o que sucedeu na Idade Média. Aconteceu um ataque no dia 26 de julho de 2016, numa pequena igreja da cidade francesa de Saint-Etienne-du-Rouvray, na região da Normandia. Dois terroristas irromperam para dentro da igreja durante uma missa que o padre Jacques Hamel de 84 anos realizava. Ele foi degolado, como é o horrível costume dos soldados do Estado Islâmico. Coisa chocante! Disso resultaram declarações que preocupam. A dupla proferiu discursos em árabe no altar, louvou Alá, obrigou o padre da paróquia se ajoelhar e, em seguida, o degolou com uma lâmina. Quem estava lá presenciou a brutalidade. Os terroristas gravaram tudo, na intenção de propagandear e humilhar os cristãos. Está começando um discurso de religião contra religião, algo muito perigoso para o mundo. O Estado Islâmico fez referência às cruzadas. Trata todos os que não são de sua fé como inimigos. Desencadearam declarações de natureza religiosa que preocupam, tais como o ataque à igreja, porém, envolveu símbolos explicitamente religiosos, o que desencadeou uma série de reações que mencionaram o cristianismo como alvo e que vincularam os valores cristãos à França enquanto país:

“Atacar uma igreja e matar um padre é profanar a república” – François Hollande, Presidente da França, em discurso após o atentado de Saint-Etienne-du-Rouvray.

“A França inteira e todos os católicos foram atingidos. Vamos enfrentá-los” – Manuel Valls, primeiro-ministro da França, em post no Twitter.

“Essa violência horrível foi contra uma igreja, um lugar sagrado onde se anuncia o amor de Deus” – Papa Francisco.

Vemos claramente que o mundo está sendo envolvido num fundamentalismo religioso perigoso. Todos os fundamentalistas estão sendo classificados como ameaça e como terroristas, que alimentam o ódio. Esse é o problema, essa é a estratégia de satanás contra alguns que são fiéis a DEUS. Vede a matéria aqui.

 

  1. Comentário de Ellen G. White

“Mais de uma vez procurou Jesus estabelecer este princípio entre Seus discípulos. Quando Tiago e João pediram um lugar de preeminência, Ele disse: “Todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal; e qualquer que entre vós quiser ser o primeiro seja vosso servo; bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a Sua vida em resgate de muitos.” Mat. 20:26-28” (Atos dos Apóstolos, 359).

 

  1. Conclusão

Precisa mais qualificação para servir que para dar ordens. É mais fácil dominar, basta ter poder ou força, que resolver os problemas dos outros, pois para isso necessita preparo e competência no assunto. Nossa missão é servir, não ser chefes ou donos da verdade.

 

Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico        

 

 

estudado e escrito entre   22  e  28/07/2016

corrigido por Jair Bezerra

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

2 comments for “Lição 10 – JESUS conquistava a confiança das pessoas

  1. Sebastião camargo
    agosto 27, 2016 at 5:50 pm

    comentário excelente , prático e objetivo

  2. Alexander De La Cruz
    setembro 3, 2016 at 9:52 am

    muito obrigado professor Sikberto Renaldo Marks eu gosto de seus comentários

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