Lição 11 – JESUS ordenava: “Segue-Me”

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Terceiro Trimestre de 2016

Tema geral do trimestre: O papel da igreja na comunidade

Lição 11 – JESUS ordenava: “Segue-Me”

Semana de 3 a 10 de setembro de 2016

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar: As ovelhas “nunca seguirão um estranho; na verdade, fugirão dele, porque não reconhecem a voz de estranhos (João 10:5, NVI).

 

Introdução de sábado à tarde

Reflitamos um pouco sobre o verso da semana. Diz que as ovelhas não seguiam outro pastor (mercenário) senão o verdadeiro. Elas, as ovelhas, animais sem racionalidade, nada entendiam de falsidade, de confiabilidade, coisas assim. Elas se acostumaram à voz do pastor, e jamais aceitavam outro pastor. Tinha que ser aquele.

Animais tem esse comportamento. Temos dois cachorros aqui em nossa casa. Minha esposa vai passear com eles, várias vezes ao dia. Outras pessoas até já tentaram passear com eles, mas eles não vão. Só com ela, ou comigo, com um pouco de relutância.

Todos conhecem histórias de animais. O dono de um cachorro foi hospitalizado, e o animal veio junto, ficando perto da porta do hospital. Dali não saía. O homem faleceu, e foi levado por outra porta. Mas o cachorro permaneceu lá, por meses, foi adotado pelo pessoal do hospital, que tiveram dó do fiel animal. Fiel ao seu dono. Noutra ocasião, uma gata foi ter seus filhotes no cemitério, no túmulo de sua dona. Vá saber como achou o lugar certo. Fato é que há muitos casos de animais que, apegados a seus donos, sofrem quando são separados deles.

Nós somos seres racionais, pensamos e decidimos com liberdade. Como os animais, também temos amor a dar e necessitamos receber amor. O nosso problema é que erramos demais porque somos pecadores. Talvez até erremos mais que os animais. Necessitamos de orientação de quem sabe orientar: JESUS.

Um breve comentário sobre o caso relatado pela lição, sobre os pagãos que perceberam que ao menos parte do sucesso dos cristãos, que aumentavam em número, era o cuidado que tinham com os necessitados. Isso chamou a atenção até do imperador romano Flávio Cláudio Juliano, que reinou apenas por 20 meses. Ele foi o último imperador pagão. Ficou conhecido como ‘o Apóstata’, por não se tornar cristão e por combater o cristianismo nesse pouco tempo de poder. O cristianismo já era aceito politicamente desde Constantino I, a partir do ano 313 dC. Nascido em Constantinopla, de notável formação intelectual, tentou, mas não foi muito bem sucedido em harmonizar a cultura e a justiça com os valores da antiga religião pagã de Roma. Ele percebeu que os pagãos falhavam em cuidar dos pobres e que os cristãos preenchiam essa lacuna. Hoje os cristãos podem preencher lacunas onde o Estado falha em suas responsabilidades legais, especialmente na educação, orientação em geral e saúde.

Na realidade, não era só esse o motivo do sucesso do cristianismo, mas fazia parte e era um fator importante. O sucesso do cristianismo está em duas bases fundamentais, além de outras, é claro: obediência a DEUS e poder do ESPÍRITO SANTO. É dentro do quesito ‘obediência’ que servimos aos outros, não como os políticos atuais, que só querem ser servidos. É nesse servir que ganhamos a simpatia do povo, e é pela obediência que ganhamos o poder do alto, do ESPÍRITO SANTO.

 

  1. Primeiro dia: Elas reconhecem a Sua voz

Os servos de JESUS devem ser fiéis a Ele. Devem ser capazes de reconhecer a Sua voz. As ovelhas não atendem qualquer pessoa senão o pastor, cuja voz reconhessem com facilidade. Observe aqui um caso de pessoas que não são conhecidas pelas ovelhas, tentando atrair ovelhas, mas não conseguiram. Chega a ser engraçado.

O que significa a voz do pastor? É a Sua palavra e a influência do ESPÍRITO SANTO em nossa vida. É seguir o que está escrito, como JESUS seguiu. Fazer a Sua vontade.

Diz a Bíblia: (João 10:27-28) “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; Eu as conheço, e elas Me seguem. Eu lhes dou a vida eterna, e elas nunca perecerão; tampouco ninguém as poderá arrancar da Minha mão.” Também JESUS diz (João 10:16) “Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco, as quais devo da mesma maneira trazer; elas ouvirão Minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor.”

Tempos idos, Moisés, por exemplo, dentro de uma nuvem, para que não visse DEUS, falava com Ele face a face. Antes disso, Adão e Eva, falavam como DEUS como falavam entre si, ou como falariam com qualquer outra pessoa. Hoje, por enquanto, nem mesmo por meio de profetas falamos com DEUS.

Mas há duas observações a fazer. A primeira observação é que podemos falar com DEUS por meio da oração. E como podemos ouvir Sua voz? Ele nos dará respostas, geralmente por meio da Bíblia, ou de outra maneira. Há muitas maneiras de Ele nos responder, e precisamos conhecê-Lo cada vez melhor para identificar essas respostas. Vamos a um exemplo que é bem comum acontecer. Suponha que você esteja pedindo algo a DEUS, que seja que encontre algo que perdeu. Depois da oração, lembra onde deixou. Coisa boa, né? Reconheceu a voz de DEUS ali? Ele nem falou nada! A voz dEle foi ter lembrado, sem som nem mensagem, mas diretamente dEle para seu cérebro, onde havia deixado o que perdeu. Mas lembre-se, Ele é DEUS, vê as coisas todas de modo bem diferente das nossas limitações. Portanto, Suas respostas podem muitas vezes ser tão diferentes do que esperamos que nem identificamos o que Ele disse, ou providenciou.

Mas, revendo, em geral DEUS fala por meio da Bíblia (Por que vós não podeis entender Minha linguagem? É porque vós sois incapazes de ouvir a Minha Palavra – João 8:43), dos livros de EGW, de outros bons livros, de pessoas servas dEle, de sonhos (nem todo sonho é algo enviado por DEUS), das lições da Escola Sabatina, de vídeos interessantes aprovados por DEUS, de música de louvor (as de louvor verdadeiro, bem entendido), de palestras, da oração, da meditação, de conselhos por parte de outros, de fatos que acontecem (por providência dEle ou não), de doenças, de acidentes (muitas vezes Ele utiliza recursos bem estranhos para Se comunicar conosco), de conversas com outras pessoas, e assim por diante. Temos que saber ao menos desconfiar se algo é ou não uma mensagem de DEUS. Atenção, DEUS jamais enviaria uma mensagem contraditória à Sua Palavra, a Bíblia. Se recebeu algo assim, nem desconfie, rejeite logo. Por exemplo, se algum pastor, não importa de qual igreja seja, tentar lhe persuadir a frequentar o cinema, num filme de ação ou imoral, também nem desconfie, já deve saber que essa palavra não vem do pastor, mas do mercenário.

A segunda observação é que, no final do tempo de pregação, quando já estiver em andamento a sacudidura, todos seremos profetas. Está em Joel 2 e em Atos 2:17 e 18, ver aqui. Velhos, moços, crianças, homens e mulheres, todos receberão mensagens diretas de DEUS sobre o que deverão dizer, onde deverão ir, o que deverão fazer, e assim por diante. É assim que concluiremos a obra que Ele deixou para fazermos. Ora, desde hoje devemos nos familiarizar com o modo dEle falar conosco, pois naqueles dias finais deveremos entender bem a voz dEle, distinguindo-a da voz do mercenário, cuja contrafação já está em andamento, e milhões estão sendo enganados.

Finalizando o comentário de hoje. Cuidado para não atender à voz do mercenário. Esse aí, o falso pastor, é satanás ou algum de seus agentes. Pode ser alguém de fora da nossa igreja, ou de dentro. Identifica-se facilmente: se não falar de acordo com a Palavra de DEUS (Isa 8:20), não ouça e não atenda, como fazem as ovelhas; não o siga. É falso! Devemos estar entre o grupo que segue a DEUS: “Estes são os que não se macularam com mulheres (igrejas falsas, de Babilônia), porque são virgens (permaneceram na igreja verdadeira, ou vieram para ela). São os que seguem ao Cordeiro aonde quer que vá (porque reconhecem Sua voz). Foram comprados dentre todos os seres humanos (isto é, saíram das igrejas falsas ou do mundo) e foram os primeiros a ser oferecidos a Deus e ao Cordeiro (quer dizer, foram salvos por JESUS)” (Apocalipse 14:4).

 

  1. Segunda: Devemos buscar

Nós, que recebemos a incumbência de levar o evangelho ao mundo todo, devemos ir onde estão as pessoas. Fizemos tudo errado até aqui, ou quase tudo errado. A lição fala do caso da igreja que orava para que as pessoas viessem até essa igreja. Mas assim se faz em quase todos os lugares. Quantos convites já foram distribuídos para a Semana Santa? Quantos carros de som circularam pelo bairro tentando atrair as pessoas para uma série de conferências? Em quantas casas se bateu à porta para convidar para que viessem a alguma programação? Claro, fazer isso é bem menos cômodo do que apenas orar para que as pessoas venham. Mas qual tem sido o resultado desses convites e apelos? Praticamente nenhum. As pessoas simplesmente não vêm. E lembram, depois, o que é dito, quando poucos ou ninguém vem? “É, as pessoas não querem a salvação, querem o mundo.” Coisas assim é que são ditas, ou seja, essas pessoas são as culpadas porque não vieram.

Temos que deixar de culpar quem não tem a culpa.

Mais ainda, quantas séries de conferência são feitas? Os pastores e anciãos fazem apelos aos membros para que se envolvam, trabalhem, etc. No primeiro dia de trabalho, lá vem uma bela quantidade de membros para ajudar. No segundo, vem menos, e depois, vai minguando, até que bem poucos continuam vindo ajudar no trabalho. E quem sempre está sendo culpado pela não participação dos membros no trabalho missionário? Os membros, evidentemente. É fácil culpar os membros. Quantas vezes já assisti o pastor quase gritando do púlpito dizendo que os membros são apáticos, indiferentes, que não se importam quanto à perda da vida eterna das pessoas.

Temos que deixar de culpar quem não tem culpa, ou ao menos, que não tem tanta culpa.

O antigo povo de Israel, e Judá, caía em idolatria por culpa de quem? Dos seus reis e dos seus sacerdotes! É só ler a Bíblia para saber.

Hoje sabemos, por muitos estudos, que toda organização tem seu sucesso realizado a partir dos seus líderes. São os líderes que fazem a diferença numa organização. Certa vez me irritei com um pregador que veio para literalmente ‘xingar’ a igreja porque faz pouco. Na despedida disse a ele, que era fácil demais sempre culpar os membros. Mas estava na hora de revisar o estilo de liderança dos líderes.

Na mesma linha da lição, que descreve aquela igreja que orava para que as pessoas viessem, hoje, em muitos lugares, se fazem apelos e mais apelos, para que os membros participem das ações missionárias que alguém, da hierarquia superior, elaborou, e que sempre é apresentado como o suprassumo da perfeição.

Mas afinal, como engajar as pessoas a fazerem o trabalho que deve ser feito? Incentivando-as a fazerem o que gostam, não apenas dando a elas trabalho que outro inventou. A primeira fase da igreja, de Éfeso, que vai do ano 31 ao ano 100, foi de iniciativas da parte dos membros que se sentiam tocados pelo poder divino. Eram os ministérios pessoais. Uns cuidavam dos doentes, outros do suprimento de alimento aos pobres, outros de roupas, outros de pregação, outros de ensinamentos, e assim por diante. Cada um escolhia seu ministério, e o desempenho era excepcional. Então, como a lição no dia de hoje, eles iam em direção das pessoas e levavam o seu trabalho a elas.

Assim sendo, o que devemos fazer? Devemos incentivar, motivar, subsidiar a cada membro a ter seu ministério pessoal ou se agregar a alguém que já tenha um, naquilo que gosta e sabe fazer bem, ou que queira aprender a fazer bem. Pois, nem todos gostamos de distribuir folhetos (eu por exemplo, detesto, mas tenho ido meio forçado), nem todos gostam de dar estudos bíblicos (isso eu gosto), nem todos gostam de pregar (isso gosto muito), nem todos gostam de entrar em presídios (eu também não), nem todos gostam de fazer visitas, nem todos gostam de fazer a recepção, e assim por diante. Cada um de nós tem dons diferentes, mas cada um tem ao menos um dom. Aliás, quando uma pessoa tem apenas um dom, geralmente esse dom é forte e faz grande diferença se ela o desenvolver e usar.

Concluindo o dia de hoje. Devemos, cada um, descobrir o seu dom, ou seus dons. Primeiro isso. Geralmente o dom está intimamente ligado a algo que gosta de fazer. Há muitos anos, chegou um pastor passou em minha cidade com um material para descobrir os dons das pessoas. Era algo de fundamento científico, e muito bom. Mas ficou nisso, só foram descobertos os dons, e ninguém mais fez alguma coisa com isso. Morreu como nasceu, infelizmente. Devemos descobrir nossos dos e então oferecê-los a DEUS, mediante algum ministério pessoal, fazendo o que gosta, do jeito que prefere, por meio de algum ministério pessoal. Logo os semelhantes se encontrarão, e grupos se formarão. Esses grupos se tornarão vencedores se forem incentivados pelos pastores.

Será que esse comentarista e os escritores da lição desse trimestre estarão delirando?

 

  1. Terça: A ponte

Vinha, agora mesmo, voltando de uma pequena caminhada para iniciar o dia de trabalho, e encontrei o nosso jardineiro que estava a caminho para trabalhar em nosso jardim. Perguntei a ele onde morava mesmo, pois tinha uma vaga ideia. A casa onde imaginava que ele morava era ao lado da dele. Disse-me que nessa casa mora uma mulher muito fofoqueira, que fala só maldades da vida dos outros, e sempre pergunta quem veio à casa do jardineiro; quer saber tudo, para fazer mais fofocas. Então ele disse assim: “e a família é crente”. Não de nossa denominação (ufa!), mas é crente. Que testemunho negativo!

Tempos atrás, agora sim uma pessoa de nossa igreja convidou uma família, moradora perto de sua casa, para vir à uma programação especialmente concebida para pessoas de fora. Eles não foram, e o motivo é que, quem convidou, tem o costume de falar mal dos outros. Seria condenável se eles fossem, num caso desses, não acha? Pois que imagem eles tem de nossa denominação? Bem negativa.

O que são as pontes para que as pessoas venham à nossa igreja? São seres humanos. Somos nós mesmos!

É o nosso testemunho, nosso conceito entre os conhecidos, nossa competência profissional, se temos bom conceito no comércio, se temos uma família feliz, se somos equilibrados e corretos em tudo, se seguimos as leis do país e os princípios da igreja, e assim por diante. Certa vez um pastor me contou a seguinte experiência. Fora a uma reunião religiosa em nossa denominação, e lá, outro pastor estava discorrendo sobre seguir princípios e regulamentos. Depois da reunião todos foram embora. Esses dois pastores moravam na mesma direção, e quem me falava ia com seu automóvel atrás do que havia pregado. O que pregou, indo à frente, numa rótula (rotatória) que naquele momento estava sem movimento, entrou na contramão. Então o que me falava pensou: ele, que expôs sobre seguir princípios, não segue nem os de trânsito. Com que moral pregava tal assunto?

As pessoas do mundo não são bobas. Esperam muito dos cristãos. Sabemos que somos todos pecadores, mas isso não é desculpa para que cristãos tenham certos pecados. Há pecados que denigrem o nome de quem os comete e da igreja. Esses pecados tornam-se muito visíveis, e precisam de toda forma ser evitados. Uma lista deles seria:

  • Não santificar o sábado como dizemos deve ser santificado;
  • Não pagar as contas e ainda ficar brabo quando vem o cobrador;
  • Brigar em casa;
  • Falar mal dos outros;
  • Ser mau profissional, e criar intrigas no trabalho, ou na sociedade;
  • Ser manipulador ou ter desejo de mandar nos outros, de centralizar tudo em si;
  • Não valorizar as iniciativas e o trabalho dos outros, especialmente, na igreja;
  • Não valorizar o ministério pessoal dos outros que não seja iniciativa sua;
  • Trazer mundanismo para dentro da igreja (especialmente na música, no vestuário e pinturas);
  • Mentir ou dar falso testemunho;
  • Envolver-se com a mulher do próximo;
  • Homens abraçarem as mulheres como se fossem íntimas, isso pega muito mal (é assédio sexual);
  • Participar de atividades que não são devidas a adventistas, como assistir jogos de futebol, cinema, boates, assistir filmes imorais ou violentos, fumar, usar drogas, etc.

E por aí vai. Nós temos que dar bom testemunho e ter a credibilidade da diferença para melhor. Devemos ser diferentes, superiores em tudo. Isso é possível se tivermos DEUS em nosso íntimo. Se formos assim, então, depois de servir as pessoas, podemos dizer a elas: “venham assistir um culto em minha igreja”. Ou: “venham participar de um almoço conosco”.

 

  1. Quarta: A ordem para seguir JESUS

Tornemos o estudo de hoje bem prático. As lições desse trimestre estão sendo práticas, isso é ótimo.

Vamos imaginar que você seja uma pessoa que não tem o dom de dar estudos bíblicos. Mas tem capacidade de chegar às pessoas e conversar com elas, não importa o assunto. Se for assim (poderia ser diferente, já seria outra situação, também útil a DEUS) você é uma dessas pessoas que DEUS deseja utilizar.

O que você pode fazer? Imaginemos algo bem simples. Pode estar em algum lugar onde se esteja fazendo alguma coisa de iniciativa da igreja, um projeto qualquer. Lá você simplesmente conversa com as pessoas, da igreja ou de fora. Sim, só conversa. Vai percebendo o interesse dos assuntos das pessoas e vai interagindo. E conversando, vão rindo, e as pessoas vão conhecendo você, formando amizade. A intimidade vai se desenvolvendo e a afinidade também. Digamos que nesse primeiro encontro, fique por isso mesmo, fez amigos, só isso.

Num segundo momento, noutro dia, reúnem-se outra vez. Você encontra essas pessoas, e, como já são amigos ou amigas, reiniciam outra conversa. Na intimidade que já se formou, você puxa o assunto para o campo religioso (se for o caso). Por exemplo, pode dizer algo do tipo: “A violência está se acentuando em nosso país. As pessoas precisam de mais DEUS em na vida”. A outra pessoa responde, provavelmente de modo afirmativo. Daí você já memorizou alguns casos de pessoas que foram transformadas, ou pode ser seu próprio testemunho, ou de alguém muito conhecido. A outra pessoa, ou pessoas, relatarão outras situações, ou simplesmente comentarão positivamente. E a conversa vai indo, bem ao natural, sem forçar nada. A certa altura pode mencionar que existe como estudar a Bíblia. Pode não ser você a dar esse estudo, mas já sabe quem faz isso (lembre, é bom estar tudo organizado, e você saber de tudo o que se faz na igreja). Aí a pessoa pode concordar ou não. Se concordar, e se você estiver sabendo quem faz o que na igreja, pode providenciar esse estudo.

Mas uma questão. Essa segunda conversa não poderia ter acontecido no primeiro encontro? Poderia sim, desde que a situação se tornasse favorável, ou seja, que houvesse intimidade suficiente para isso, ou ainda, que as outras pessoas já tivessem confiança em você. Assim como pode levar mais tempo que apenas dois encontros, cada caso é diferente.

Algo que atrai as pessoas são os testemunhos pessoais, ou os testemunhos de pessoas que conhece, a transformação da vida dessas pessoas. Por exemplo, se há no grupo dos membros um ex-drogado, já convertido e liberto das drogas. Que poderoso testemunho alguém assim pode dar. Não devemos entrar no mundo das drogas para termos poderosas testemunhas, porém, quem ainda está na droga, e tem algum contato com a nossa igreja, lembre-se que pode ser um poderoso instrumento nas mãos de DEUS no futuro. Quem já esteve preso, da mesma maneira. Saulo, de poderoso combatente de CRISTO tornou-se poderoso combatente de satanás, mudando até o nome para Paulo (não foi DEUS quem mudou).

Em síntese, o que o casal de autores da lição insistem em nos fazer entender é que, de alguma forma, primeiro devemos atender às necessidades das pessoas, especialmente as mais urgentes, e depois, sim, só depois, tratar da questão da salvação de suas vidas. Esse “só depois” pode levar pouco tempo, ou pode levar meses ou até anos, mas é o método de quem nos criou e nos veio salvar. Aqui o importante não é que a pessoa esteja batizada para não perder a vida eterna, e sim, que ela esteja no caminho da salvação, antes ou depois do batismo. Muitos não foram batizados e serão salvos. Se alguém está interessado, mas ainda não sentiu o desejo do batismo, que não seja forçado a se batizar. Enquanto essa pessoa estiver estudando o assunto e crescendo espiritualmente, é porque O ESPÍRITO SANTO está trabalhando com ela, e se for assim, ela tem tanta probabilidade de se salvar quanto quem já foi batizado, afinal está crescendo no processo da transformação. O que faltar a todos nós para completar a transformação será feito quando JESUS retornar.

 

  1. Quinta: Buscai e achareis

Somo seres livres. DEUS nos criou assim. Temos o livre arbítrio, podemos fazer escolhas racionais. Mas também, ao mesmo tempo, somos seres pecadores, isso quer dizer, com grande propensão a enganos. Por isso, precisamos de aconselhamento superior, divino. Esse aconselhamento nos vem por diversas vias, por meio de pessoas que DEUS utiliza, principalmente por meio dos escritos e por meio da influência do ESPÍRITO SANTO. Hoje estudamos como JESUS busca nos influenciar. Ele o faz por meio do ESPÍRITO SANTO. Por essa via JESUS bate à porta de nosso coração. Ele não entra sem nossa licença, se bem que poderia fazer isso, pois é nosso dono, mas respeita nossa liberdade, que Ele mesmo nos concedeu.

Então, por um lado, somos livres para aceitar o Seu convite e abrir nosso coração (a mente) a Ele, para que nos guie na vida; somos livres para buscá-Lo, porque buscando-O, O acharemos; Ele Se colocará em nosso caminho.

O que Ele quer fazer conosco? Ou melhor, o que Ele não fará conosco? Ele não vai impor o bem em nossa vida. Ele não é o ditador do bem (muito menos do mal). De fato, somos livres, e a liberdade que Ele nos deu, também respeita. Ele não vai procurar modificar nossa vontade sem que nós mesmos o façamos.

O que, então, Ele fará conosco? Vai nos orientar, dar conhecimento, mostrar o bom caminho, esclarecer a verdade, sugerir decisões, etc., mas quem vai sempre tomar as decisões seremos nós. Se formos humildes, decidiremos conforme Ele orienta, e, portanto, decidiremos corretamente.

Há um detalhe importante que não podemos esquecer. A vontade de DEUS a nosso respeito é perfeita, é o máximo que se poderia imaginar para o nosso bem, para que tenhamos uma vida feliz e próspera. Mas Ele não impõe o bem em nossa vida; a decisão, assim como aconteceu a Adão e Eva diante da serpente, é sempre nossa.

Pois bem, é também assim que devemos agir em relação aos que desejamos trazer para a igreja. Nada de apelos apressados, insistentes e forçados. Nesses casos muitos vão decidir pelo batismo, mas só para contentar o que está apelando. JESUS mesmo nunca insistiu com as pessoas para que O seguissem. Chamava as pessoas quando estavam prontas a anteder, e elas atendiam e O seguiam. Precisamos de ‘discernimento espiritual’, ou seja, é o ESPÍRITO SANTO que nos deve orientar quando apelar para essa ou aquela pessoa, para que se decida pelo batismo. Para convidar a vir assistir um culto em nossa igreja, já é outra coisa diferente. Não requer tanto cuidado. Basta que tenhamos algo interessante a oferecer às pessoas. Se aceitam, tudo bem, se rejeitam, deixa para outra ocasião.

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal (anterior foco, porém, com o cuidado de fazer uma ligação entre os assuntos diários, sempre que possível)

A grande questão é: em que momento fazer o apelo para o batismo?

O batismo tornou-se uma questão polêmica quando não necessitaria ser. Nos tempos antigos, sacerdotes obcecados por números, inventaram a necessidade do batismo de bebezinhos, sem nenhuma noção do que se passa. Era algo como uma determinação de nunca mudarem de igreja, afinal, seus pais a batizaram. Era a vontade dos pais, não das crianças, que determinava o batismo delas. Logo, uma vez nascido naquela igreja, sempre naquela igreja. Era uma garantia para a igreja. E tempos houve em que líderes provocavam medo na população em caso de descumprimento, como a criança perdendo a vida de sua alma caso morresse entes do batismo. Hoje existe, infelizmente, em nossa igreja, a pressa por batizar. A tal ponto se chegou a situação que, o bom hábito de decidir colegialmente o batismo de alguém não passa mais pela Comissão da Igreja e nem pela Assembleia. Como as igrejas são presas fáceis do poder autocrático de alguns! Todas elas!

Pelo estudo dessas lições, deve-se apelar para o batismo quando as pessoas já nos conhecem o suficiente, conhecem a igreja e também a verdade, para que tomem uma decisão racional, não emocional ou não racional.

 

  1. Aplicação contextual e problematização (aplicações possíveis dos assuntos aos cristãos na atualidade e identificação dos problemas que enfrentamos e indicativos de solução)

O problema associado ao debate dessa semana é a pressa em batizar. Daí vem a pressão e inclusive as ameaças se não aceitar o batismo. Já presenciei um pastor apelando, e um membro levando um ‘candidato’ quase que pela força à frente. Claro, depois não veio mais à igreja. Noutra ocasião o pastor fazia um apelo dramático para que adventistas afastados retornassem, num programa com essa finalidade. Percebi dois casos de forte pressão por parte de membros para que houvesse o retorno. Me senti mal. Noutro dia, um deles contou que ficou irritado com a pressão de quem pensava ser amigo. Ele é do tipo que gosta de tomar suas decisões em particular e sem ser forçado a isso.

 

  1. Informe profético vinculado com a lição

Devemos prestar atenção ao que se passa em nossa igreja. Ela vem ganhando poder do alto para concluir a mensagem no mundo. Esse é o motivo para satanás atacar a igreja, e é o que já está fazendo. Ele vem criando uma quantidade grande de problemas internos, especialmente de uso do poder e do liberalismo. Isso é uma profecia que se cumpre, em nosso meio. Devemos estar atentos para que não tomemos o lado errado, o de satanás, mesmo estando dentro da igreja, e parecendo ser muito fervorosos.

 

  1. Comentário de Ellen G. White

“A aquisição de membros que não foram renovados no coração e reformados na vida é uma fonte de fraqueza para a igreja. Este fato é muitas vezes passado por alto. Alguns pastores e igrejas acham-se tão desejosos de assegurar um aumento de membros, que não dão testemunho fiel contra hábitos e costumes não cristãos. Aos que aceitam a verdade não é ensinado que eles não podem, sem perigo, ser mundanos em sua conduta, ao passo que de nome são cristãos. Até então, eram súditos de Satanás; daí em diante, devem ser súditos de Cristo. A vida deve testificar da mudança de dirigente” (Evangelismo, 319).

 

  1. Conclusão

Devemos, nós mesmos, e também os interessados na salvação, agir como os bereanos do tempo dos apóstolos. “A mente dos bereanos não se achava limitada pelo preconceito. Estavam dispostos a pesquisar a veracidade das doutrinas pregadas pelos apóstolos. Estudavam a Bíblia, não por curiosidade, mas para que pudessem aprender o que havia sido escrito a respeito do Messias prometido. Diariamente examinavam os relatos inspirados; e ao compararem texto com texto, anjos celestiais se colocavam ao lado deles, iluminando-lhes a mente e impressionando-lhes o coração” (Atos dos Apóstolos, 231).

 

 

Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico        

 

 

estudado e escrito entre  29/07 e 04/08/2016

corrigido por Jair Bezerra

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

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