Lição 12 – Ministério urbano no tempo do fim

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Terceiro Trimestre de 2016

Tema geral do trimestre: O papel da igreja na comunidade

Lição 12 – Ministério urbano no tempo do fim

Semana de 10 a 17 de setembro de 2016

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:Busquem a prosperidade da cidade para a qual Eu os deportarei e orem ao Senhor em favor dela, porque a prosperidade de vocês depende da prosperidade dela” (Jer. 29:7, NVI).

 

Introdução de sábado à tarde

Nossa igreja, ao menos o quanto conheço, tem vocação para trabalhar com pessoas do interior, dos vilarejos, das cidades pequenas e dos bairros de cidades maiores. Deve haver exceções, é claro que sim, mas em geral, não trabalhamos com pessoas de mais alta cultura. Lembro-me com lamentável emoção, quando numa comissão da igreja mencionei os professores da Universidade e o pastor ficou furioso com isso. Não temos uma estratégia para as pessoas mais cultas, mais qualificadas, mais estudadas ou mais ricas. Em geral (repito, há exceções, mas são exceções, não a regra), estamos voltados para as classes mais baixas, não para as mais altas. Inclusive a lição desse trimestre enfatiza nesse sentido, ou seja, devemos nos misturar entre os pobres para conquistar a comunidade dos pobres. Mas, como fazer com os ricos e os cultos? Nenhuma dica, por enquanto.

Devemos refletir alguma coisa nesse sentido. Estudamos e refletimos, até a lição onze, sobre como conquistar os pobres, vamos ver o que podemos fazer em favor dos habitantes dos bairros ricos e dos centros das grandes cidades. Será que devemos conquistar essas pessoas por meio de som barulhento, como fazem as igrejas pentecostais?

 

  1. Primeiro dia: A natureza das cidades

Hoje temos o meio rural e as cidades. Atualmente as pessoas estão saindo do meio rural para viver nas cidades. É a urbanização, ou seja, o deslocamento de pessoas da área rural para centros urbanos. Um país urbanizado é aquele em que há mais pessoas nas cidades que na área rural. Uma classificação das cidades é a seguinte:

  1. Cidade: sede de município, desde as pequenas, com em torno de 5 mil habitantes até as bem grandes, com milhões de habitantes.
  2. Macrocefalia Urbana: São cidades que crescem rapidamente, criando problemas aos cidadãos, como bairros pobres, desemprego, falta de educação, atendimento a doenças, falta de saneamento básico, favelas, etc.
  3. Metrópoles: São cidades com densidade demográfica superior a 1 milhão de habitantes (ex: Goiânia, São Paulo).
  4. Conurbações: É quando um município ultrapassa seus limites por causa do crescimento e com isso encontra-se com os municípios vizinhos.
  5. Regiões Metropolitanas: É a junção de dois ou mais municípios formando uma grande malha urbana, como nas cidades sedes de estados (ex. São Paulo e municípios do entorno).
  6. Megalópole: É a união de duas ou mais regiões metropolitanas.
  7. Tecnopólos ou tecnópolis: São cidades ciência, onde estão presentes centros de pesquisas, universidades, centros de difusão de informações. Geralmente esses centros estão ligados a universidades e indústrias.
  8. Verticalização: Cidades que crescem para cima, com edifícios altos.
  9. Cidades Formais: São cidades planejadas.
  10. Cidades Informais: São compostas pelas regiões periféricas, regiões onde não há infra-estrutura suficiente. (Fonte: aqui; para ler mais, acesse esses links: a, b, c).

Cidades, principalmente as com mais de 50 mil habitantes, e quanto maiores, são centros urbanos com gente apressada, onde existem muitas oportunidades e problemas, onde se desenvolve ciência, se fabrica ou se vende, se geram ideias. No presente momento as cidades estão se prestando também para a marginalidade, violência, criminalidade, tráfego de drogas, disseminação de mentiras sobre tudo o que é coisa, especialmente a partir da Bíblia, lugar onde está ficando cada vez mais difícil de se viver. Chegará o tempo em que deveremos fugir das grandes cidades. É considerada cidade grande a que possui mais de 500 mil habitantes, mas para efeitos do cumprimento da profecia de abandono das grandes cidades, possivelmente envolverá cidades acima de uns 80 mil habitantes. Isso vai variar de cidade a cidade, dependendo se ela se tornar hostil demais, ou nem tanto, aos servos de DEUS.

Pois bem, o grande desafio hoje é conquistar pessoas das cidades para CRISTO. Em grandes aglomerações sempre vai haver quem queira ouvir o evangelho, e vai haver quem deteste. Há nesses lugares oportunidades mil, como se diz.

Se a estratégia de JESUS é boa para o interior, para as cidades, pequenas, médias e grandes, por incrível que possa parecer, ela também funciona. É a mesma estratégia, seja para o interior, seja para os bairros, seja para as comunidades ricas e/ou para as cultas. Melhor é dizer, ela funciona sempre, em qualquer lugar. Resumindo a estratégia do Mestre, de alguma maneira devemos conquistar a confiança das pessoas, e, se elas confiam em nós, nos ouvirão.

Cidades são lugares de debates. Há muitos lugares para se debater, e alguns deles não são aconselháveis, como os bares. É um tanto difícil nos misturarmos nesses centros urbanos, pois os lugares de debates são em geral desaconselháveis a nós, ou inacessíveis. Logo, podemos criar locais de estudo e debates, e atrair pessoas a eles. São locais como nossos lares, pequenos grupos (excelente estratégia para tudo), locais para cursos de culinária e outros, onde também se fazem estudos, nas Universidades, em clubes, em grupos que praticam esportes, em academias, em clubes sociais, em estúdios, e assim vai. Nem todos os lugares são adequados para estudos sobre a Bíblia, mas muitos lugares podem ser adequados para se fazer amizade, para o processo inicial de construção da confiabilidade.

“O exemplo dos seguidores de Cristo em Antioquia deve ser uma inspiração para todos os crentes que vivem atualmente nas grandes cidades do mundo. Conquanto esteja no plano de Deus que obreiros escolhidos, de consagração e talento, sejam estacionados em importantes centros de população para realizar conferências públicas, é também Seu propósito que os membros da igreja que vivem nessas cidades usem os talentos que Deus lhes deu trabalhando em favor das almas. Ricas bênçãos estão armazenadas para os que se entregam sem reservas ao chamado de Deus. Ao se empenharem tais obreiros na salvação de almas para Jesus, verificarão que muitos que jamais teriam sido alcançados de outra forma, estão prontos a responder ao esforço pessoal inteligente.

“A causa de Deus na Terra nestes dias está em necessidade de representantes vivos da verdade bíblica. Os ministros ordenados sozinhos não são suficientes para a tarefa de advertir as grandes cidades. Deus está chamando não somente pastores, mas também médicos, enfermeiros, colportores, obreiros bíblicos e outros consagrados membros da igreja, possuidores de diferentes talentos, que tenham o conhecimento da Palavra de Deus e possuam o poder de Sua graça, para que considerem as necessidades das cidades não advertidas. O tempo está passando rapidamente, e muito resta a ser feito. Todos os meios devem ser postos em operação, para que as oportunidades atuais sejam sabiamente aproveitadas” (Atos dos Apóstolos, 158 e 159).

 

  1. Segunda: Ouvindo os gemidos

O apóstolo Paulo escreve que “toda criação geme e suporta angústias até agora” (Rom 8.22). Nosso planeta está doente. A natureza está doente, e vai se fragilizando cada vez mais. O homem está depredando a natureza. Adão e Eva deveriam ser mordomos, mas especialmente seus descendentes tornaram-se exploradores, sedentos por riquezas. O mundo está sucumbindo e se contorcendo, gemendo e gritando, fazendo soar sua voz de lamento. As catástrofes naturais não são caprichos da natureza; são sinais de alerta.

Os seres humanos estão doentes, e a quantidade de doenças só aumenta. A situação se agrava todos os dias. Enfrentamos violência, crimes cruéis, incerteza, medo, terror. O pecado entrou no mundo e atingiu não apenas o homem, mas, também, a natureza.

Os gemidos dos humanos sobem até DEUS. Assim também os gemidos dos animais. E até das plantas e do planeta inanimado. DEUS está ouvindo e tem um plano. JESUS voltará a esta Terra, está previsto, e resolverá tudo por completo. Mas enquanto se aguarda esse dia, o sofrimento continuará. É a consequência do pecado. DEUS não vai resolver cabalmente a nossa situação antes do tempo. É preciso que tudo seja feito de tal maneira que essa situação seja única, que nunca mais se repita em algum outro lugar do Universo. Que não se levante outro anjo rebelde a desafiar a natureza de DEUS. Tal estratégia divina, inteligente, requer que o sofrimento na Terra seja suportado pelos seres humanos até que tudo amadureça cabalmente. Já estamos chegando próximos desse ponto. Felizmente somos da geração que assistirá o desfecho desse grande conflito.

Mas o que se fará enquanto se aguarda a solução definitiva? Não poderemos resolver o problema do sofrimento no mundo; impossível a nós. DEUS poderia resolver, mas não é conveniente, pois, como já escrevemos acima, o pecado deve mostrar todas as suas consequências, até a última; deve demonstrar onde ele chega, para distinguir bem a diferença entre o DEUS de amor e o satanás de ódio. É a situação da humanidade, da natureza e da Terra que explicitarão essa diferença. Portanto, enquanto isso, devemos ajudar as pessoas a sofrerem menos, a suportarem a dor, ou, sempre que possível, ajudar na solução da dor dessa ou daquela pessoa. Assim como já estávamos estudando até aqui.

O alerta é que, hoje, ainda, DEUS está observando, ao mesmo tempo em que interfere um pouco. Mas se apressa a chegada do dia do acerto de contas com aqueles que fizeram o mal e que prejudicaram a Terra, os animais e os seres humanos. “É por causa do pecado do homem que “toda a criação geme e está juntamente com dores de parto”. Rom. 8:22. O sofrimento e a morte foram assim impostos não somente ao gênero humano, mas aos animais. Certamente, pois, ao homem toca procurar aliviar o peso do sofrimento que sua transgressão acarretou sobre as criaturas de Deus, em vez de aumentá-lo. Aquele que maltrata os animais porque os tem em seu poder, é tão covarde quanto tirano. A disposição para causar dor, quer seja ao nosso semelhante quer aos seres irracionais, é satânica. Muitos não compreendem que sua crueldade haja de ser conhecida, porque os pobres animais mudos não a podem revelar. Mas, se os olhos desses homens pudessem abrir-se como os de Balaão, veriam um anjo de Deus, em pé, como testemunha, para atestar contra eles no tribunal celestial. Um relatório sobe ao Céu, e aproxima-se o dia em que se pronunciará juízo contra os que maltratam as criaturas de Deus” (Patriarcas e Profetas, 443).

 

  1. Terça: Semeando e colhendo nas cidades

O casal de autores das nossas lições resolveu utilizar a parábola do semeador para uma ilustração sobre evangelização de cidades. Parece um tanto estranho usar uma atividade rural aplicada à cidade, mas nesse caso não é estranho. Acontece que o solo, na parábola, é população, pessoas, gente, seres humanos. Pois, é nas cidades que tem mais do tal solo, ou, gente.

A parábola nos ensina que devemos reconhecer os vários tipos de solos que existem. Pode acontecer de haver, hoje, mais de quatro tipos. Damos alguns exemplos de solo.

Nas cidades existem universidades, e nela se encontram de nível primário e secundário, estudantes de nível superior, de especialização, de mestrado e doutorado, além dos respectivos professores. Essa classe de pessoas não é fácil conquistar. Para interagir com essas pessoas, tem que entrar, ao menos até algum ponto, na ciência deles, como Paulo fez com os filósofos de Atenas. Ele foi capaz de debater com eles. Não se pode chegar a um público desses, pensando que a ciência deles é só mentira, pois não é, e mesmo a parte que seja falsa, nela eles estão muito bem preparados.

Outra classe são os empresários. São pessoas inteligentes, experientes nos negócios, e que tem poder de argumentação. Há também a classe dos médicos, engenheiros, advogados e outros profissionais liberais. Há a classe dos empregados, funcionários públicos, profissionais liberais de nível médio, como eletricistas, mecânicos, pintores, encanadores, instaladores de todo tipo de material, etc. Há o pessoal da periferia, os pobres, os desempregados. Também há o pessoal nos hospitais e nos presídios; são solos diferentes. Há ainda outros grupos diversos, como: muito adolescentes e jovens e suas tribos, traficantes, criminosos, prostitutas, aposentados, vários tipos de crentes diferentes, ateus, pessoas de etnias diferentes, e muitos outros grupos diversos. Pode até haver refugiados de outros países.

Cada um desses grupos é um tipo de solo. São solos diferentes, requerem abordagens diferentes. Uma abordagem universal, que serve a todos esses grupos, é a saúde, considerada por Ellen G. White como a cunha ou braço direito da terceira mensagem angélica. Mas não nos podemos limitar a essa abordagem, muito embora ela deva estar sempre presente.

Vamos a um exemplo prático. Como interagir com os empresários? A lição de hoje enfatizou em algo que pouco valorizamos na igreja, os diferentes dons e talentos. Nossos líderes acostumaram-se à ideia de que todos devam fazer de tudo. Daí vem os apelos para que todos saiam num sábado à tarde, para distribuir alguma coisa ou fazer convites. Não é assim que a lição desse trimestre está ensinando. Os dons devem ser identificados na igreja (poucas igrejas já fizeram isto) e cada pessoa deve ser motivada a usá-los. Vemos contradições horríveis na igreja, pessoas não habilitadas fazendo, mal feito, esse ou aquele trabalho. Certa vez assisti, pessoalmente, depois de uma série de palestras proferidas por um pastor jubilado, muito experiente no assunto, ser sucedido, no domingo seguinte, por um membro sem experiência alguma em oratória. Foi um vexame. Como se diz vulgarmente, “cada macaco em seu galho”, ou seja, cada um fazendo o que sabe e se qualificando nisso.

Para interagir com empresários, ou tem que ser outro empresário, ou um professor de Administração, ou alguém que se interesse e leia a respeito, uma pessoa que tenha penetração e o que ela diz seja de interesse aos empresários. Não é fácil penetrar nesse grupo de pessoas, tem que ter qualificação. Pois bem, nós, adventistas, não estamos cuidando dessa qualificação, e assim, na maioria dos casos, nos dirigimos aos bairros, onde o nível de exigência é menor, e então dizemos: as pessoas do centro são muito orgulhosas. Grave engano, essas pessoas são, isto sim, mais exigentes, e nós é que não estamos, em geral, qualificados para interagir com elas. Mas precisamos tratar desse assunto, e despertar os talentos existentes, para que se qualifiquem e entrem em ação.

 

  1. Quarta: Envolvimento pessoal

Em cidades grandes é fácil encontrar pessoas sozinhas na multidão. Podemos imaginar uma cidade de 500 mil habitantes tendo uns 5% de pessoas sem companhia, sem amigos, quase sem com quem falar. São os idosos, alguns pobres, os doentes, pessoas com problemas psicológicos e outros tipos. Há muitos idosos, por exemplo, que a família abandonou. São pessoas que perderam o contato social e ficaram isoladas, mesmo vivendo em meio a multidões.

Outro fenômeno em cidades grandes, e mesmo nas pequenas, é a falta de tempo. Há muitos estudantes que trabalham de dia e estudam à noite, dormem mal ou pouco e quase não dispõem de tempo para relacionamentos. Também existem as redes sociais, que, por um lado aproximam as pessoas, mas por outro lado, afastam. Se essas redes são utilizadas entre amigos, servem de estreitamento do relacionamento, mas há casos em que as pessoas se isolam do mundo enquanto tem muitos amigos virtuais. Inclusive até namoradas ou namorados virtuais (não seres humanos, mas criaturas inventadas) com as quais muitos se relacionam. Começou com animais virtuais e agora já criaram até a família virtual. Até mesmo existe a droga virtual, segundo alguns, eficaz para gerar os efeitos da droga real, mas sem prejudicar o organismo, porém, criando dependência.

Por muitos caminhos as pessoas, vivendo cada vez mais próximas, estão, ao mesmo tempo, cada vez mais distantes. As famílias estão sendo esfaceladas, e mesmo vivendo sob o mesmo teto, vê-se pouco relacionamento e pouca amizade.

Como é bom ter uma família. Nossa filha já casou há um tempo, portanto, em nosso lar vivo com minha frau (esposa). É muito agradável, às sextas-feiras à noite, no inverno, com a lareira acesa, estar na sala com a esposa. Ela também gosta. A gente estuda, conversa e fica triste porque o tempo passa tão rápido. É a nossa noite da família; poucos são os motivos que nos tiram de casa nessa noite. Ela tornou-se absolutamente necessária para a nossa felicidade, são momentos em que estamos juntos, nós três, minha esposa, eu e DEUS. Mas muitos não têm algum sistema de vida em que cultivam a felicidade. Muitos têm uma vida triste; embora tenham uma quantidade grande de conhecidos no Facebook, tem poucos amigos íntimos.

O que a lição nos ensina hoje? As pessoas necessitam de relacionamento, de amizade, com quem falar. Necessitam de amigos de verdade. Nós podemos ser esses amigos.

Como podemos fazer isso? Por duas vias: a amizade pessoal e os pequenos grupos.

A amizade pessoal abrange não muitas pessoas, mas o círculo tende a aumentar. Os ‘pequenos grupos’ tendem a abranger mais pessoas, e tornam-se um espaço social atraente. Nós participamos de um ‘pequeno grupo’. Não temos necessidade de relacionamento social a mais, pois temos muitos amigos. Porém, nossa reunião é sempre um momento agradável para rever amigos. Estudar em conjunto assuntos da Bíblia, com pessoas da igreja e com pessoas de fora, que se tornaram amigos, até faz bem à saúde, além dos outros benefícios. Uma vez por trimestre realizamos um encontro informal festivo, que já é esperado por todos. Os pequenos grupos deveriam ser mais incentivados pela liderança da igreja, pois eles persistirão no tempo final, quando tivermos graves problemas em nos reunirmos nas igrejas. Além disso, um pequeno grupo é algo informal, de pouca necessidade organizacional, basta um bom líder, e pode funcionar até debaixo de uma árvore.

 

  1. Quinta: Alcançando as cidades

Mateus 24:14 diz que o evangelho será pregado “a todo mundo”, então virá o fim. No penúltimo versículo de Mateus JESUS dá a ordem, para que vamos a “todo mundo” ensinando e batizando, portanto, preparando as pessoas para que sejam salvas por JESUS. Logo, isso inclui pessoas de todos os lugares, inclusive das cidades, e até mesmo os ricos e os muito estudados. Hoje, segundo relatório da ONU, 54 por cento da população mundial vive em áreas urbanas, uma proporção que se espera venha a aumentar para 66 por cento em 2050 (se existir sociedade nesse tempo). São em torno de 4 bilhões de pessoas vivendo nas cidades. A cada semana, calcula-se que as áreas urbanas recebam mais 1 milhão de novos habitantes no mundo, entre migrantes e bebês. Algo em torno de 1 bilhão de pessoas moram em favelas, quase todas em países subdesenvolvidos. Em cidades como São Paulo, por exemplo, 1 em cada 5 habitantes mora em favela. É na China que mora a maior quantidade de pessoas em favelas, cerca de 194 milhões de pessoas. Em termos percentuais, a triste campeã é a Etiópia, onde nada menos que 99,4% das pessoas são faveladas!

Segundo dados do IBGE, no Brasil somos 202.768.562 de habitantes. Quase 50 milhões vivem em capitais, a mais populosa delas é São Paulo. No Brasil a taxa de urbanização passa de 85% (em 2010), mas conforme a região, ela é mais que 90%. De fato, a distribuição da população brasileira vem crescendo nas cidades, e diminuindo no meio rural, como podemos ver abaixo:

De 2000 para cá, a concentração de pessoas nas cidades aumentou bastante. Logo, nosso país é bem mais urbano que a média do mundo. Isso quer dizer que aqui, os adventistas têm maior desafio em pregar nas cidades que no meio rural, por ali estar a maior quantidade de pessoas. Os estudos demonstram que cada vez menos pessoas viverão em áreas rurais, e cada vez mais em áreas urbanas.

A pregação em cidades enfrenta desafios diferentes que em áreas rurais. Nas cidades é mais fácil porque as pessoas estão mais próximas, logo se consegue um bom grupo de pessoas que se interessam em nos ouvir, principalmente se seguirmos a estratégia que estamos estudando na lição, se nos misturarmos com as pessoas. Porém, a dificuldade maior nas cidades é sua costumeira corrupção, imoralidade, violência, e assim por diante. Se, no entanto, formos em nome de DEUS, teremos o poder do alto para enfrentar qualquer situação. Por outro lado, seja nas cidades, seja no ambiente rural, os dois requerem planejamento bem elaborado, embora seja diferente em cada caso.

A notícia boa, em nosso estudo de hoje, é que o método de JESUS funciona em qualquer lugar. Misturar-se com as pessoas, com a sociedade, conquistar a confiança, fazer o bem, é aceitável tanto nas áreas urbanas quanto nas cidades, e em qualquer lugar do mundo. Logo, a estratégia geral é sempre a mesma, seja há muitos anos atrás, seja hoje, seja em qualquer lugar. Isso facilita o planejamento, pois, resumindo, a estratégia geral pode ser traduzida em poucas palavras: amar as pessoas como JESUS amou. Quem ama faz alguma coisa pela pessoa. Essa alguma coisa, por sua vez, deve sempre ser vinculada com o dom que temos. Assim, se unidos nos dedicarmos, seremos bem sucedidos porque teremos o poder do alto.

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal (anterior foco, porém, com o cuidado de fazer uma ligação entre os assuntos diários, sempre que possível)

O tema geral da semana é levar o evangelho a todos, inclusive ao povo das cidades. Em muitas cidades, e em muitos bairros ou comunidades, fazer isso é algo semelhante ao trabalho de Jonas. São lugares imorais, violentos, onde se usa muita droga, onde a criminalidade impera. Há ali risco de vida. Porém, assim como DEUS mandou Jonas ir a Nínive, também quer que alguns de nós façamos isso. Conquistar cidades é algo que vai além do planejamento de uma igreja. Requer planejamento mais amplo, com visão mais abrangente. Isso deve ser responsabilidade de uma Associação ou Missão, que, naturalmente, envolva as igrejas locais.

 

  1. Aplicação contextual e problematização (aplicações possíveis dos assuntos aos cristãos na atualidade e identificação dos problemas que enfrentamos e indicativos de solução)

Os problemas nas cidades são muitos, há desafios que assustam. Por exemplo, como entrar numa comunidade onde impera o trafico de drogas e a criminalidade, onde estranhos podem ser mortos a tiros pelos olheiros (pessoas armadas que defendem os traficantes)? Mas sabe-se de casos em que nesses lugares DEUS providenciou que os adventistas entrassem, como já relatamos em estudo anterior. O fato é simples: se DEUS quer que alguém de nós entre lá, é evidente que Ele criará as condições se alguém se disponibilizar. Há casos em que traficantes armados protegiam igrejas ou grupos nesses lugares, mas, há casos em que combatiam. Mas na maioria dos casos, a mais forte oposição sempre tem sido de outras denominações religiosas.

 

  1. Informe profético vinculado com a lição

O Estado, no Brasil, vem flagrantemente fracassando quanto ao controle de certas áreas dominadas pela criminalidade. Por lá, algumas igrejas vêm granjeando adeptos, competindo com os criminosos quanto à substituição do Estado. É no vácuo do poder público que outros assumem. Se as igrejas, e em especial, a nossa, não fizer isso, muitas crianças e jovens no futuro servirão aos criminosos, não a DEUS.

 

  1. Comentário de Ellen G. White

Por qual razão devemos evangelizar as cidades? Porque é ali que satanás mais trabalha e vem denegrindo a imagem de DEUS. “Em todo o mundo, as cidades estão se tornando viveiros de vícios. Por toda parte se vê e ouve o que é mau, e encontram-se estimulantes à sensualidade e ao desregramento. Avoluma-se incessantemente a onda da corrupção e do crime. Cada dia oferece um registro de violência: roubos, assassínios, suicídios e crimes inomináveis.

“A vida nas cidades é falsa e artificial. A intensa paixão de ganhar dinheiro, o redemoinho da agitação e da corrida aos prazeres, a sede de ostentação, de luxo e extravagância, tudo são forças que, no que respeita à maioria da humanidade, desviam o espírito do verdadeiro desígnio da vida. Abrem a porta para milhares de males. Essas coisas exercem sobre a juventude uma força quase irresistível” (A Ciência do Bom Viver, 363 e 364).

 

  1. Conclusão

“Foi-me revelado que as cidades se encherão de confusão, violência e crime, e que estas coisas aumentarão até ao fim da história da Terra” (Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 115). Há de chegar o momento, por volta do decreto dominical, em que muitos servos de DEUS deverão abandonar as grandes cidades, no caso, segundo os critérios, as que tem em torno de 500 mil habitantes ou talvez até muito menos que isso. Quando chegar esse dia, DEUS nos fará saber se devemos sair das cidades em que vivemos, ou se devemos ficar. Se tivermos que sair, certamente Ele orientará para onde ir. Sempre foi assim. Nenhum de nós ficará sem orientação, desde que sejamos servos fiéis.

 

Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico        

 

 

estudado e escrito entre   5 e 11/08/2016

corrigido por Jair Bezerra

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

 

 

4 comments for “Lição 12 – Ministério urbano no tempo do fim

  1. Afonso Gonzalez da Silva
    setembro 11, 2016 at 6:21 pm

    Prezado irmão
    Quero agradecer a Deus por motivar e inspirar o irmão no preparo destes comentários. São profundos e servem para ampliar a compreeensão da lição. Que Deus possa continuar abençoando-o para que este ministério possa ser cada dia mais, uma bênção para todos os que dele se utilizam para o estudo da Lição da Escola Sabatina.Obrigado ao irmão por dedicar parte do seu tempo no preparo dos comentários e artigos. Tenha a certeza que eles contribuem para divulgar o Reino de Deus e o preparo de todo internauta que deles se utiliza para o estudo da Palavra de Deus. Louvado seja Deus. Deus o abençôe e a sua Família.

  2. setembro 13, 2016 at 3:05 pm

    PESSO DESCULPA QUERIDO IRMÃO.JÁ QUE TOCA NESTE AÇUNTO,, DE ESTAR SÓ, POIS EU SOU VITIMA DESSE MAL. VAI PARA 15 ANOS,QUE VIVO NA MINHA SOLIDÃO QUASE 79 ANOS MUITO DOENTE POUCA MOBILIDADE. MEU UNICO COVIVIO E ALENTO É NESTAS LIÇÕES E MEDITAÇÕES,NELAS BUSCO MEU CONFORTO E O COVICIO COM MEU,QUERIDO JESUS.OBRIGADA IRMÃO DÊ UM BEIJINHO DE MINHA PARTE A SUA QUERIDA ESPOSA.QUEM MEDERA VIVER PERTO DE ALGUEM COM TANTO AMOR COMO O VOSSO DESDE JÁ VOS CONVIDO A VIREM A PORTUGAL A MINHA SIDADE DE SETUBAL TENHO UM APARTAMENTO COM LUGAR PARA VÓS.NÃO TENHO VISITAS DE NINGUEM SÓ DE MEUS FILHOS DE TEMPOS ATEMPOS.JA A UM ANO QUE NÃO VOU A IGREJA E ASSISTO VIA ENTERNET, SE ME MANDARO SITE DE SUA IGREJA, SERIA MARAVILHOSO ASSISM EU VOS CONHECERIA,OU FAECEBUK,,, PESSO MUITAS DESCULPA PELO MEU ATEVIMENTO,DESPEÇO-ME COM CARINHO A IRMÃ EM CRISTO, OLINDA

  3. abril 16, 2017 at 10:59 pm

    Lição 12 – Ministério urbano no tempo do fim – Cristo em Breve Vira Sou Gay e estou indicando este site o Namoro Gay! Quem procura um amor ou amizades e é Gay ou Lésbica, acesse http://www.namorogay.com.br/ Fica a Dica Amigos!
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