Lição 8: DEUS e a aliança

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Quarto Trimestre de 2019

Tema geral do trimestre: Esdras e Neemias

Lição 8: DEUS e a aliança

Semana: 16 a 22 de novembro

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular, sênior, no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário complementa o estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

Verso para memorizar:Por causa de tudo isso, estabelecemos aliança fiel e o escrevemos; e selaram-na os nossos príncipes, os nossos levitas e os nossos sacerdotes.  […] não desampararíamos a casa do nosso DEUS” (Neemias 9:38; 10:39).

Introdução de sábado à tarde

 Aliança, no sentido de acordo, é um pacto entre duas ou mais partes objetivando a realização de fins comuns. As partes que se aliaram, ou se acordaram, têm compromissos a cumprir. Uma aliança pode ser realizada em diversos âmbitos: militar, comercial, político, social, familiar, religioso, dentre outros. A aliança mais significativa é a realizada com DEUS, isto é, DEUS Se aliando conosco.

Alianças religiosas podem ocorrer entre religiões diferentes com finalidades específicas. Por exemplo, estão em andamento duas alianças de natureza religiosa, no presente momento, no mundo: o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso. O Ecumenismo é a busca pela unidade de todas as igrejas cristãs, e o Diálogo Inter-religioso é a busca da unidade dos cristãos com todas as demais religiões não cristãs, tais como: Budismo, Espiritismo, Judaísmo, Sikhismo, Religião Tradicional Chinesa, Religiões Tradicionais Africanas, Religiões Indígenas Primais, Hinduísmo, Islamismo, Xintuísmo, Tauísmo, Confucionismo, Xamanismo, Wicca, Juche (religião oficial da Coreia do Norte), Ateísmo/Agnosticismo, Satanismo, etc. O Diálogo Inter-religioso pretende unir essas religiões todas e muitas outras, bem como unir filosofias, linhas de pensamento etc., tudo o que o ser humano criou relacionado com a mente e o pensamento. Pessoalmente não creio que isso seja possível, mas há um poder sobrenatural comandando o processo. Se tem curiosidade sobre o assunto, leia aqui sobre as religiões antigas que já desapareceram e aqui e aqui, e sobre o Ecumenismo e aqui, artigo introdutório do Vaticano sobre o Diálogo Inter-religioso. Esses artigos são parciais e tendenciosos, mas revelam algumas coisas interessantes. O artigo sobre Ecumenismo é bem interessante e válido.

O Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso têm, em última análise, o objetivo de inviabilizar a pregação pura da mensagem bíblica como um alto clamor ao mundo todo, assim anunciando a segunda vinda de JESUS CRISTO e a necessidade de preparo para esse dia. Isso implica a santificação de Seus mandamentos bem como a obediência à Sua vontade, que se origina no amor.

Mas o nosso foco não é nenhuma dessas possibilidades de aliança. O que pretendemos estudar nesta semana é a aliança entre DEUS Criador e os seres humanos. Nessa aliança, podemos resumir o objetivo como: Eu Sou vosso Criador e vosso DEUS e vocês são Minhas criaturas e Meus adoradores. DEUS nos faz tudo, ou seja, para iniciar, Ele nos criou, depois, nos sustenta com vida eterna, nos supre tudo o que precisamos, nos ensina maravilhas do amor eternamente e nos proporciona felicidade e alegria em todo o tempo. Claro, a intromissão do pecado atrapalhou essa aliança, nós passamos a não corresponder, mas DEUS já havia previsto e providenciou o sacrifício de JESUS para manter a aliança. Ele referendou essa aliança com Abraão, depois com Jacó ou Israel. Nosso estudo é sobre uma aliança que os judeus resolveram fazer com DEUS, se alinhando com o que o próprio DEUS já havia proposto.

  1. Primeiro dia: A ideia da aliança

A ideia de aliança entre DEUS e Suas criaturas é o relacionamento. DEUS quer manter relacionamento com Suas criaturas e quer que essas criaturas se relacionem entre si. Somos seres sociais, precisamos viver em grupos, e isso justifica a família, também instituída por DEUS. Isso explica por que quando um membro por algum motivo é separado da família, muitas vezes luta por anos, décadas, até encontrar seu parente, pai, mãe, irmão, irmã etc. Nessa semana ainda vi uma reportagem de um pai e uma filha que se procuravam por 20 anos, e finalmente um repórter os uniu. Moravam a menos de dois quilômetros um do outro, e não sabiam. Houve muita emoção no reencontro. A filha foi separada do pai aos seis anos. Esse desejo de reencontrar a família é o resquício da aliança entre DEUS e o ser humano.

Qual é a essência dessa aliança? O amor! DEUS nos criou por amor para nos amar e para que nos amássemos uns aos outros.

O povo no tempo de Neemias estava determinado a manter um relacionamento com DEUS assim como Ele queria relacionar-Se com eles. A base de todo relacionamento nessa aliança era o amor, como sempre foi. Por meio do amor entre DEUS e as criaturas, entre as criaturas e DEUS, e entre as próprias criaturas, a nação iria bem, teria paz, prosperidade e segurança. Mas se eles rompessem esse relacionamento, como DEUS iria sustentá-los se cressem em outros deuses que nem são deuses? Se DEUS os abençoasse sendo eles rebeldes, Ele estaria favorecendo um comportamento em que eles mesmos se estariam prejudicando. Além disso, estaria favorecendo ao inimigo Dele mesmo e das criaturas. Foi porque se voltaram aos ídolos e aos caminhos dos pagãos que eles acabaram sendo entregues à Babilônia. E, eis que Babilônia exagerou no castigo, por isso também teve o seu fim. A Medo-Pérsia que foi bondosa com os judeus durou muito mais tempo. Nunca esqueça que Belsazar resolveu debochar do DEUS dos judeus tomando bebida alcoólica nos vasos sagrados do Templo de DEUS. Quando isso estava acontecendo, veio o seu fim, e o fim de seu reino.

A maioria dos seres humanos sempre escolheram o pior caminho, desde os filhos de Adão e Eva. Abel escolheu o bom caminho, o da obediência a DEUS, mas Caim escolheu o mau caminho, e acabou matando seu irmão. Depois nasceu Sete, que escolheu o bom caminho, e dele, como o sétimo descendente, veio Enoque, que amava a DEUS, amava seus semelhantes (ele fazia trabalho missionário já em seu tempo, mas bem poucos, talvez ninguém, o ouviu). Enoque resolveu educar bem o seu filho, e depois foi levado vivo ao Céu.

Já a descendência de Caim foi um desastre. Lameque, seu sétimo descendente, resolveu casar-se com duas mulheres, instituindo a poligamia, coisa que se proliferou até entre os filhos de DEUS (descendentes de Sete). Esse Lameque matou dois homens e disse que se alguém o ferisse por isso, deveria ser vingado sete vezes setenta em relação à vingança de seu antepassado Caim. Ou seja, o relacionamento entre os seres humanos estava ficando violenta, indo em direção do Dilúvio.

Por sua vez, a descendência de Sete manteve uma linhagem de gente obediente a DEUS, mas nem todos, pois resolveram casar-se com as folhas dos homens (descendentes de Caim e Lameque). Como sabemos, Sete gerou Enoque que gerou Matusalém, e esse morreu no ano do Dilúvio. DEUS teve que destruir a raça humana, e o fez no limite do tempo. Deu um prazo de 120 anos para que alguém se arrependesse, mas só a família de Noé ficou do lado de DEUS. A pregação de Noé resultou em zero conversos no dia da entrada na arca. De todos os seres humanos, restou apenas uma única família. Mais um pouco de tempo, e não restaria sequer uma pessoa fiel a DEUS, satanás teria todos sob seu poder escravizador. Ou seja, o relacionamento por meio do amor desapareceria da Terra e valeria o princípio de Lameque: vingança.

Era exatamente isso que os filhos de Judá queriam evitar. Por isso fizeram uma aliança com DEUS, por meio de Esdras e Neemias. Eles agora queriam evitar as influências dos idólatras, de onde eles saíram. Eles saíram de Babilônia, agora Medo-Pérsia. Por isso que o Apocalipse diz: “sai dela (de Babilônia) povo Meu.” Porque lá só existe vingança; no reino de DEUS é que encontraremos amor.

  • Segunda: Alianças na história

A rigor, não são sete alianças que DEUS fez com Seu povo na Terra, é uma só. Ela foi refeita seis vezes. A aliança feita com Adão e Eva ocorreu antes do pecado, as demais apenas acrescentaram essa condição, a do pecado.

A aliança feita com Adão e Eva, ainda na perfeição do Éden, teve acréscimos no mesmo dia em que eles pecaram. Antes do pecado, DEUS queria que eles fossem santos, que não pecassem e Ele Se revelaria ao casal todos os dias, na viração do dia, e mais especialmente, no dia de sábado.

Com o pecado, DEUS acrescentou o evangelho eterno, isto é, o que sempre existiu, mas que eles souberam nesse dia, de que JESUS viria morrer por eles. Ele viria substituí-los na consequência de seu pecado. Essa decisão da parte de DEUS deve ter dado um tremendo susto em satanás, que jamais esperaria que o próprio Criador amasse tanto a ponto de morrer por Suas criaturas. Então entrou a dimensão da santificação, ou afastamento do pecado e aproximação de DEUS bem como da justificação (perdão e mudança de vida), providências para levar pecadores de retorno ao estado original.

As alianças feitas com os seres humanos estão relacionadas na lição, não necessitamos repeti-las aqui. Mas poderemos aprofundar ou pelo menos ver por outros ângulos os quatro componentes de todas as alianças feitas ou refeitas com os seres humanos. Na realidade, como escreveu o autor da lição, essas alianças todas são a “aliança eterna” de DEUS com os homens, isto é, uma única aliança, referendada seis vezes além da firmada com o primeiro casal.

As componentes são:

  1. Santificação: Trata-se da obediência às leis de DEUS. Ou seja, como somos seres racionais, devemos ter princípios de vida e DEUS nos forneceu os Seus próprios princípios para que nós os seguíssemos como Ele mesmo os segue desde sempre. Ou seja, o que DEUS pede de nós, primeiro Ele mesmo dá o exemplo, e isso que Ele pede é algo muito bom para nós. Explicando melhor, Ele nos pede algo que, fora disso, não há vida superior nem melhor.

De agora em diante, os outros três componentes foram acrescentados no dia da queda do casal primordial, mas ainda fazem parte dessa primeira aliança. Pois, quem dera eles não caíssem e quem dera não fosse necessária nunca acrescentar esses outros três componentes.

  • Reconciliação: Só pode haver reconciliação se houver rebeldia. Se Adão e Eva não tivessem pecado, não necessitaria haver a reconciliação, que serve para recolocar as pessoas pecadoras outra vez em harmonia com DEUS. Isto quer dizer que, se antes do pecado, ao natural DEUS era nosso e nós Dele, agora somos Dele outra vez pela reconciliação; afinal, havíamos nos separado Dele.
  • Missão: Antes do pecado não havia necessidade de missão, pois teriam DEUS com eles todos os dias pela viração da tarde. Ele mesmo se revelaria a Adão e Eva e seus filhos, netos, bisnetos, e a todos os que viessem a nascer aqui na Terra. A missão tornou-se necessária para ensinar sobre DEUS às pessoas que viessem a nascer aqui sem saber sobre DEUS, que tivessem caído em outra forma de adoração, a falsa.
  • Justificação: É o perdão dos pecados, só possível após a reconciliação. A justificação é a declaração, por parte de DEUS, em um ato de justiça de Seu trono, que nós não temos pecado algum. É evidente que essa declaração é na verdade o perdão de nossos pecados, que só é possível porque JESUS já pagou por todos eles, portanto, o evangelho eterno é esse ato de JESUS. Aliás, faz parte do evangelho eterno a adoração ao único DEUS capaz de criar todas as coisas.

Resumindo, a primeira aliança, as demais refeitas ao longo da história e a aliança eterna são sempre a mesma coisa, tem o mesmo conteúdo e finalidade. Em uma única palavra, essas alianças são: amor. Ou, o que mais seriam a santificação, a reconciliação, a missão e a justificação?

Um acréscimo à lição: A Arca da Aliança. A Arca da Aliança servia para lembrar o povo que DEUS estava presente entre eles. Quando as pessoas pensavam na Arca, lembravam de DEUS, de Sua glória, de Seus mandamentos, de Sua provisão e da aliança Dele com Seu povo bem como da necessidade de obedecê-Lo. Obedece-se a DEUS porque Ele nos ama.

  • Terça: Estrutura da aliança

DEUS, que nos criou e que nos conhece, sabe que didática deve usar para Se comunicar conosco. Nas alianças que Ele repetiu seis vezes com os seres humanos, Ele sempre usou a mesma estrutura. É uma estrutura lógica; e não poderia ser diferente pois perderia o sentido e o significado. Por exemplo, quando escrevemos uma carta sempre colocamos a saudação no início, nunca no meio nem no final. Num documento, o título sempre vai em cima e em primeiro lugar. Numa redação usamos a estrutura de introdução, desenvolvimento e conclusão. Assim também a estrutura das alianças elaboradas por DEUS tem uma lógica que não poderia ser diferente. A lição apresenta essa estrutura que aqui repetiremos. Abaixo de cada item, a título de ilustração, colocaremos o exemplo obtido do livro de Deuteronômio (que quer dizer, repetição), citado na lição.

  1. Declaração preliminar, em que DEUS Se apresenta e diz quem é;

Breve relato do que o Senhor fez por eles (Deut. 1:1-5, especialmente o verso 3).

  • Prólogo histórico, para relembrar fatos passados da vida com DEUS;

Exaustivo relato histórico da jornada durante os 40 anos, com fatos ocorridos de conquistas, guerras, rebeliões, especialmente a dos espias etc. (Deut. 1:6-4:43).

  • Determinações e/ou leis, que são o conteúdo principal do que DEUS está requerendo;

Outra vez os Dez Mandamentos, os mesmos de Êxodo 20, admoestações, obediência etc. (Deut. 4:44 – 26:19).

  • Bênçãos e maldições, as bênçãos se as determinações e/ou leis forem obedecidas, as maldições se forem desobedecidas;

Deut. 11:25-29).

  • Testemunhas, quem participou da aliança e da fé que é verdade, muitas vezes as testemunhas era o próprio povo;

DEUS tomou o Céu e a Terra por testemunhas contra o povo de que Ele havia proposto a vida e a morte para escolherem (Deut. 30:19).

  • Provisão especial ou sinal da aliança, providências para que não esquecessem da aliança, aprendessem e relembrassem e ainda que os novos também tivessem conhecimento.

Moisés escreveu tudo e deu aos sacerdotes para que guardassem, poderia ser relido e relembrado (Deut. 31:9-13).

Ou seja, as alianças que DEUS elaborava, que era uma só e que foi reconfirmada seis vezes, tinha sempre a mesma estrutura, conforme acima. Isto servia para uma melhor comunicação bem como melhor aprendizagem por parte do povo. Hoje chamamos isto de didática.

  • Quarta: Promessas

Antes de qualquer coisa, se os judeus cumprissem a aliança que fizeram com DEUS, os 490 anos que lhes foram dados fariam sentido para eles, e a história da humanidade seria bem diferente, seria melhor. O mundo depende do povo de DEUS, não o inverso. Mas se o povo de DEUS for infiel, a vida no mundo será pior. Se os judeus tivessem cumprido com suas promessas, a aliança de DEUS com eles passaria a fazer efeito positivo, JESUS seria aceito por eles, e daí em diante nem conseguimos imaginar as diferenças na história dos filhos de DEUS bem como de todo o mundo, mas seria bem diferente, bem melhor.

O que constava da aliança que o povo fez com DEUS? Quatro coisas eles se propuseram a seguir:

  1. Não realizar mais casamentos com mulheres estrangeiras (como fez Salomão, outros reis e como fizeram os seus pais que foram levados para Babilônia e como haviam feito eles mesmos, correndo grave risco de falharem outra vez quanto a adoração).
  2. Observar o sábado como está ne lei, sem algumas exceções como eles haviam introduzido (isso levou a que, mais tarde, com o surgimento dos fariseus, legalizassem o sábado do ponto de vista humano, criando um sistema legalista exagerado de santificação do sábado, que nem o próprio Senhor do sábado concordou).
  3. Perdoar todas as dívidas dos endividados, devolver as terras, libertar os escravos e socorrer os pobres em vez de os explorar.
  4. Sustentar financeiramente o Templo, seus serviços, garantindo amplamente o prosseguimento da verdadeira adoração.

O item mais importante desses quatro foi o último, pois ele tinha a ver com a relação do povo com DEUS, a fidelidade entre o povo para com os requisitos divinos. Finalmente a nação judaica decidiu solenemente ser fiel e DEUS. Essa foi uma atitude sábia.

Porém, a decisão não durou muito tempo. Nós, seres humanos, a maioria de nós não temos fibra para sustentar decisões de âmbito religioso. Pouco tempo depois eles não só resolveram burocratizar a lei e o sábado como também aviltaram o sacerdócio, tornando-o um rentável negócio secular. No tempo de JESUS essa foi a grande polêmica Dele com os fariseus, saduceus e sacerdotes. Aliás, essa polêmica resultou na morte de JESUS. Se os judeus tivessem mantido sua decisão de aliança com DEUS, naqueles quatro pontos, a história de JESUS aqui na Terra teria sido bem diferente. Alguém outro, não os judeus, teria tomado a iniciativa para a Sua morte, e também não teriam matado a Estêvão, teriam se arrependido durante os 490 anos dados a eles, e ainda hoje seriam o povo de DEUS, e talvez a sede da Igreja Adventista fosse em Israel, não nos Estados Unidos da América. Não se sabe dizer quais seriam as diferenças, mas a história seria bem diferente e mais favorável aos judeus, talvez os romanos não destruíssem o segundo templo nem os muçulmanos construíssem uma Mesquita no lugar do Templo. Só para lembrar, temos de nos dar conta de que o discurso de Estêvão foi praticamente o mesmo conteúdo da aliança que os judeus no tempo de Neemias se propuseram com DEUS. Pelo que Estêvão falou eles se irritaram tanto a ponto de rangerem os dentes e tomarem pedras para matar o zeloso diácono, que estava ali como um segundo Neemias. Isso depois de seu rei degolar João Batista, o segundo Elias. E esse assunto do discurso de Estêvão também foi a polêmica entre os líderes dos judeus com JESUS, que também foi morto. Os 490 anos terminaram tragicamente para os judeus, culminando com a destruição de Jerusalém e do Templo. Isso já havia acontecido por meio de Nabucodonosor, mas, não aprenderam, ou, não mantiveram o aprendizado com Neemias por muito tempo.

Pensa no seguinte: no tempo de Nabucodonosor DEUS lhes havia mandado profetas para alertar sobre o negro futuro que lhes esperava caso continuassem rebeldes. Mandou principalmente Jeremias. Antes disso já havia mandado Elias para tentar salvar o Reino do Norte. Depois DEUS mandou João Batista, segundo Elias, e finalmente veio o próprio DEUS em forma humana, JESUS CRISTO, seguido por Estêvão. Perseguiram ou mataram todos eles. Mas esses homens só queriam salvar os próprios judeus!

  • Quinta: O templo

O Templo era o centro de tudo na vida dos israelitas, e depois, dos judeus. Hoje o centro é a igreja. O Templo de Salomão, e antes a Tenda da Congregação, abrigava a Arca do Concerto no lugar santíssimo. Era a visível e misteriosa presença de DEUS entre o Seu povo. Hoje ainda entendemos os nossos templos como a “casa de DEUS”.

No primeiro Templo estava guardada, até a sua destruição, a Arca do Concerto, e no segundo, a presença visível e humana do Filho de DEUS. Hoje temos a Sua presença, porém não visível. É onde estudamos e aprendemos. Deveríamos dedicar mais tempo ao estudo e menos tempo à participação passiva. Temos três sermões por semana, isto é aprendizagem passiva, a menos eficaz de todas, e uma única oportunidade em que delimitam o tempo a trinta minutos para fazer uma recapitulação dos principais pontos do estudo da lição da Escola Sabatina da semana. As Universidades do Brasil, todas elas, já descobriram que em nossos dias as pessoas resistem muito em estudar em casa, portanto, elas transformaram o tempo em sala de aulas para estudo ativo, não mais aulas tipo exposição didática, ou como nós ainda fazemos, sermões. Está na hora de nós também acordarmos e dar preferência aos momentos de estudo, debate e aprendizagem ativa, isto é, participativa. Hoje já não somos mais o povo da Bíblia, estamos em quinto lugar no conhecimento bíblico nos EUA atrás até da Igreja Católica. Já nos tornamos um povo sem o conhecimento da verdade, alienado da Palavra de DEUS, perdendo a nossa identidade. Os nossos templos viraram lugares de encontro e de ouvintes passivos e em casa também não se estuda mais. Liderança da igreja, o mundo mudou pelo comando de satanás, porém nós, desde mais de 50 anos não aperfeiçoamos nosso sistema de aprendizagem.

Os judeus prometeram cuidar do Templo. Iriam sustentá-lo com ofertas, mais do que o requerido pela lei de Moisés. Essa lei de Moisés funcionava muito bem em tempos de prosperidade, mas agora era uma nação em reconstrução, pobre, pouca renda, portanto, proporcionalmente entrava pouco dinheiro para a manutenção do Templo e seus serviços. Assim a adoração seria prejudicada, e perderiam a sua identidade como povo de DEUS, e fracassariam outra vez. A força deles estava no Templo e seus serviços, ou seja, em DEUS. Se a vida espiritual estivesse boa, a material também estaria boa. Eles entenderam essa lógica, portanto, resolveram investir no Templo, no estudo e na obediência. Mas cuidado com a prosperidade, ela nos leva à separação de DEUS e passamos facilmente a confiar em nossas capacidades, que são fracas e enganosas. “Não é a taça vazia que nos é difícil carregar; é a taça cheia até à borda que deve ser cuidadosamente equilibrada. A aflição e a adversidade podem causar muitos inconvenientes e podem trazer grande crise; mas a prosperidade é que é perigosa para a vida espiritual. A menos que o súdito humano esteja em constante submissão à vontade de Deus, a não ser que seja santificado pela verdade, e tenha a fé que opera por amor e purifica a alma, a prosperidade certamente despertará a inclinação natural para a presunção” (Conselhos Sobre Mordomia, 148). Cuidemos bem, pois vá que nos tornemos ricos e que não sintamos mais falta de nada.

  • Resumo e aplicação – Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  • Tema transversal

DEUS valeu-Se da ‘terapia da crise’ para acordar Seu povo da rebeldia para a fidelidade. Sofreram ao longo de séculos pelas invasões de povos hostis contra eles. Finalmente foram invadidos pelos babilônios, mas, ainda rebeldes, viram seu Templo ruir ao chão e a cidade vulnerável a quem a quisesse saquear, estando os portões queimados e o muro cheio de brechas. Aí sofreram por setenta anos longe da pátria, mas DEUS estava com eles. Não foi fácil retornar e encontrar tudo destruído e nunca mais encontrar a Arca do Conserto.

Quando tomaram posse da terra vindos do Egito, encontraram cidades construídas, gado, lavouras, tudo pronto. Depois construíram um templo que nenhum outro povo conseguiria igualar, tamanha riqueza posta nele. E mais diferente ainda era esse templo porque nele não fora colocado um ídolo inerte, mas ali se manifestava a visível presença de DEUS sobre a arca do concerto. Tudo isso foi perdido, agora, retornando de Babilônia, precisavam enfrentar as ruínas e reconstruir. Daí tornou-se favorável a situação de serem fiéis a DEUS, por isso resolveram nunca mais se rebelar contra quem podia tudo e que lhes favoreceria, ou, se desobedecessem, lhes castigaria outra vez. Resolveram não trair a intenção dos 490 anos dados a eles para se arrependerem.

Isso fizeram aqueles judeus no tempo de Neemias. O que fizeram seus filhos foi outra história, parecida com a de seus antepassados.

E nós, o que faremos?

  • Aplicação contextual e problematização

Essa é a grande questão: nós, hoje, o que faremos? Temos toda a história para nos ensinar, tempos a Bíblia completa, temos todos os profetas, temos a imprensa com bilhões de Bíblias disponíveis. Continuaremos nos achando ricos e não sentindo falta de DEUS?

  • Informe profético de fatos recentes

“Papa defende que o Mundo precisa de um Governo Mundial.

O papa Francisco, desde que assumiu o pontificado, tem criado muitas polêmicas com pregações que sempre geram discussão entre os fiéis da Igreja Católica pelo mundo. Apesar de ter aproximado um pouco mais a membresia da liderança, Francisco parece receber resistência que vem de dentro da direção da igreja.

Porém, uma declaração que Francisco deu no dia 2 de maio deixou o mundo cristão de orelhas em pé ao que pareceu um discurso de apoio a um governo mundial. Francisco defendeu “a implantação de um órgão Supranacional, legalmente constituído” disse o Papa. Segundo ele, um governo mundial seria necessário para fazer valer as Resoluções climáticas da ONU.

Francisco afirmou em seu discurso a alunos de uma faculdade no Vaticano: “Quando um bem comum Supranacional é identificado, há necessidade de uma autoridade legalmente constituída para facilitar a sua implementação”, afirmou o primeiro líder da Igreja Católica.

Tal composição Supranacional, tornaria necessidade de um líder iminente, que teria um governo mundial, o desejo da Nova Ordem mundial. O papa apoiar e discursar em nome desse objetivo deixou muitos teólogos confusos, como outros amedrontados. Francisco ainda disse que diante das necessidades mundiais, a ação seria muito necessária” (Fonte).

Não é só o papa Francisco que defende um governo mundial, os seus antecessores também o fizeram. E é o próprio papa que quer controlar esse governo.

“Santa Sé na ONU: a cultura do encontro resposta ao terrorismo

“A luta ao crime do terrorismo internacional, requer unidade de ação civil e religiosa, a força da lei e do direito, mas para ser duradoura deve ser fundamentada na cultura do encontro que favoreça a aceitação recíproca e promova sociedades pacíficas e inclusivas. Este foi o tema central do discurso do Observador Permanente da Santa Sé junto à ONU, Dom Bernardito Auza” (Fonte). Pode ler todo esse importante artigo, do próprio Vaticano, no link acima. Trata da questão da criminalidade, da corrupção, das drogas, etc., para os quais os governos não têm uma solução a contento. O papa diz que tem. Vem pela santificação do domingo.

  • Comentário de Ellen G. White

“Mas notai aqui que a obediência não é mera aquiescência externa, mas sim o serviço de amor. A lei de Deus é uma expressão de Sua própria natureza; é uma corporificação do grande princípio do amor, sendo, daí o fundamento de Seu governo no Céu e na Terra. Se nosso coração é renovado à semelhança de Deus, se o amor divino é implantado na alma, não será então praticado na vida a lei de Deus? Implantado no coração o princípio do amor, renovado o homem segundo a imagem Daquele que o criou, cumpre-se a promessa do novo concerto: “Porei as Minhas leis em seu coração e as escreverei em seus entendimentos.” Heb. 10:16. E se a lei está escrita no coração, não moldará ela a vida? A obediência – nosso serviço e aliança de amor – é o verdadeiro sinal de discipulado. Assim diz a Escritura: “Porque esta é a caridade [ou amor] de Deus: que guardemos os Seus mandamentos.” I João 5:3” (Caminho a CRISTO, 60).

  • Conclusão

“Estêvão foi interrogado quanto à verdade das acusações contra ele, e tomou sua defesa com voz clara, penetrante, que repercutia pelo recinto do conselho. Com palavras que mantinham a assembleia absorta, prosseguiu relatando a história do povo escolhido de Deus. Mostrou completo conhecimento da história judaica e sua interpretação espiritual, agora manifesta mediante Cristo. Começou com Abraão e fez um retrospecto através da História, de geração em geração, repassando todos os registros nacionais de Israel a Salomão, acentuando os mais impressivos pontos para vindicar sua causa.

“Tornou clara sua própria lealdade para com Deus e para com a fé judaica, enquanto mostrava que a lei na qual os judeus confiavam para a salvação não fora capaz de salvar Israel da idolatria. Ligou Jesus Cristo com toda a história judaica. Referiu-se à construção do templo de Salomão, e às palavras deste, bem como de Isaías: “Mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens.” Atos 7:48. “O Céu é o Meu trono, e a Terra o estrado de Meus pés. Que casa Me edificareis? diz o Senhor: ou qual é o lugar do Meu repouso? Porventura não fez a Minha mão todas estas coisas?” Atos 7:49 e 50. O lugar da mais alta adoração de Deus estava no Céu” (História da Redenção, 264).

Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p (Apoc. 15, 16) Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp Armagedom Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico        

estudado e escrito entre 10 e 16/10/2019

revisado por Jair Bezerra

jrbezerra10@gmail.com

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

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